Caetano Dantas Corrêa, identificado sob a referência 29, contraiu matrimônio em primeiras núpcias com Luzia Maria do Espírito Santo, integrante da descendência de Pedro Ferreira das Neves, filha de Sebastião de Medeiros Matos e Antônia de Morais Valcácer. Em segundas núpcias, casou-se com Maria Pais do Nascimento, filha de Antônio José de Barros e Isabel Ferreira de Mendonça. Estabeleceu residência em sua fazenda Carnaúba, no Seridó, onde ainda subsistem vestígios de sua antiga morada à margem do rio homônimo. A tradição familiar o descreve como homem de grande vigor físico e voz possante, qualidades que teriam sido herdadas por um de seus filhos, conhecido por Caetano Filho, célebre por seus gritos audíveis a grandes distâncias, fato reiteradamente lembrado na memória regional.
Do primeiro matrimônio de Caetano Dantas Corrêa nasceram numerosos filhos, entre os quais Josefa Maria do Espírito Santo, casada com Felipe de Araújo Pereira; Tomázia Maria da Conceição, esposa de José de Azevedo Maia; Joana Maria da Conceição, casada com João Crisóstomo de Medeiros Júnior; Maria da Conceição, unida a Manoel Hipólito do Sacramento, tronco da família Sacramento em Carnaúba dos Dantas; José Dantas Corrêa, casado com Ana Joaquina da Conceição; Ana Joaquina, esposa de Caetano Dantas de Medeiros; Antônio Dantas Corrêa, casado com Ana Lourença Justiniana; Sebastião Francisco Dantas, que contraiu matrimônio em primeiras núpcias com Manoela Maria do Rosário e, após o falecimento desta, com Josefa Apolinária do Monte; Pedro Dantas, que se afastou ainda jovem do convívio familiar; além de outros filhos falecidos na infância, cujos assentos de sepultura constam nos livros paroquiais do Seridó. Integra ainda essa prole Luzia Úrsula de Medeiros, nascida por volta de 1800, casada com João Gomes da Silva.
Do segundo matrimônio com Maria Pais do Nascimento, Caetano Dantas Corrêa teve outros descendentes, entre eles Joaquim, falecido ainda criança; Inácio; Antônio José Dantas Corrêa, que contraiu três matrimônios sucessivos; Manoela Maria do Nascimento, esposa de Antônio Marcelino Dantas; João Francisco Dantas, casado com Ana Francisca da Silva; Manoel Francisco Dantas Corrêa, conhecido por Cururu, casado com a sobrinha Guilhermina Senhorinha Silva; Joaquim Francisco Dantas, esposo de Margarida Senhorinha de Jesus; Maria Cesária do Nascimento, que se casou em primeiras núpcias com Manoel Antônio de Azevedo e, posteriormente, com Antônio Dantas Corrêa; Romana Maria da Conceição, esposa de José Joaquim do Rego; e Izabel Senhorinha do Nascimento, casada com o sobrinho José Paulino Dantas.
Os registros paroquiais, inventários e tradições orais preservam não apenas a extensa descendência de Caetano Dantas Corrêa, mas também episódios marcantes de sua vida familiar, especialmente a história da adoção de Manoel Hipólito do Sacramento, criado como filho e posteriormente genro, narrativa que se manteve viva entre os descendentes até tempos recentes, apesar da perda do caderno manuscrito no qual o próprio Manoel Hipólito teria relatado tais acontecimentos.
Manoel Cândido de Medeiros, nascido no ano de 1800, contraiu matrimônio com Ana Teresa do Espírito Santo, filha legítima de João Crisóstomo de Medeiros Júnior, da descendência de Pedro Ferreira das Neves, e de Joana Maria da Conceição. O casamento realizou-se aos vinte e três dias do mês de abril do ano de mil oitocentos e vinte e cinco, pela manhã, na Fazenda Picos, situada na Freguesia do Seridó, após ter sido concedida a necessária dispensa de consanguinidade e cumpridas as formalidades canônicas então exigidas, incluindo a publicação das proclamas sem impedimento, a confissão e o exame da doutrina cristã, sendo a cerimônia celebrada pelo Padre Manoel da Silva Ribeiro, com a devida licença, que uniu em matrimônio e concedeu as bênçãos nupciais aos fregueses Manoel Cândido de Medeiros e Ana Teresa do Espírito Santo, ambos naturais e moradores da referida freguesia, declarando o assento que o nubente era filho legítimo de Felipe de Araújo Pereira e de Josefa Maria do Espírito Santo, e a nubente filha legítima de João Crisóstomo de Medeiros Júnior e de Joana Maria da Conceição, sendo ambos descritos como brancos, tendo servido como testemunhas João Gomes da Silva e Marcos de Araújo Pereira, ambos casados e moradores na mesma freguesia, os quais assinaram o assento juntamente com o celebrante, conforme registro posteriormente lavrado e assinado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. Ana Teresa do Espírito Santo faleceu aos seis dias do mês de fevereiro do ano de mil oitocentos e trinta e sete, sendo sepultada na Igreja Matriz do Seridó, acima das grades, descrita como esposa de Manoel Cândido de Medeiros e moradora na fazenda Cavalcanti, tendo falecido de estupor em consequência de parto, sem ter recebido os sacramentos por não haver tempo, contando vinte e sete anos de idade, sendo seu cadáver envolto em pano branco e solenemente encomendado pelo vice-vigário Manoel José Fernandes, conforme assento por ele lavrado e assinado. Após enviuvar de Ana Teresa do Espírito Santo, Manoel Cândido de Medeiros contraiu segundas núpcias com Antônia Brasileira da Conceição, filha legítima de Simplício Francisco Dantas e de Ana Francisca de Medeiros, figurando Antônia Brasileira da Conceição, dando continuidade à constituição de sua família no contexto histórico e genealógico em que se inseria.
Rita Maria Angélica contraiu matrimônio com José Barbosa de Medeiros, identificado no capítulo da descendência de Pedro Ferreira das Neves, sendo ele filho legítimo do sargento-mor Manoel de Medeiros Rocha e de Ana de Araújo Pereira, conforme assento lavrado aos dezessete dias do mês de julho de mil oitocentos, na fazenda denominada Mulungu, desta freguesia, por volta das nove horas da manhã, depois de dispensados os banhos por despacho do reverendo doutor visitador, na presença do reverendo padre Antônio Álvares Delgado, com licença do celebrante, e das testemunhas Antônio José de Barros e Caetano Camello Pereira, ocasião em que se receberam por esposos, segundo o rito tridentino, José Barbosa de Medeiros, filho legítimo do sargento-mor Manoel de Medeiros Rocha e de dona Ana Maria, com dona Rita Maria Angélica, filha legítima do coronel Antônio Garcia de Sá Barroso e de sua esposa dona Ana Lins de Vasconcelos, ambos naturais e moradores da freguesia, tendo-lhes sido concedidas as bênçãos nupciais na forma do rito da Santa Madre Igreja, lavrando-se o competente termo assinado pelo cura José Antônio Caetano de Mesquita. Da união de José Barbosa de Medeiros e Rita Maria Angélica nasceram diversos filhos, entre os quais Maria, que veio ao mundo aos quatorze dias do mês de outubro de mil oitocentos e três e foi batizada no mesmo dia pelo padre José Antônio Caetano de Mesquita, com licença do vigário, recebendo os santos óleos e tendo por padrinhos o sargento-mor Manoel de Medeiros Rocha e sua esposa dona Ana de Araújo, avós paternos da batizada; Manoel, batizado aos vinte e cinco dias do mês de fevereiro de mil oitocentos e cinco, na fazenda do Remédio, pelo reverendo administrador dos sacramentos José Antônio Caetano de Mesquita, com licença do vigário, sendo padrinhos o capitão Thomaz de Araújo Pereira e dona Ana de Araújo Pereira; Guilhermina, nascida aos vinte e dois dias do mês de dezembro e batizada aos dez dias de janeiro de mil oitocentos e dezesseis, no Quixeré, pelo padre André Vieira de Medeiros, com licença do celebrante, tendo por padrinhos João Garcia do Amaral e dona Guilhermina de Medeiros, por procuração apresentada por dona Ana de Medeiros; e Rita, nascida aos dez dias do mês de maio e batizada aos três dias de junho de mil oitocentos e dezessete, na fazenda Quixeré, pelo padre André Vieira de Medeiros, com licença do vigário, recebendo os santos óleos e tendo por padrinhos Christovão José de Medeiros e Marianna de Araújo Pereira, ambos solteiros, compondo-se, assim, mais um ramo significativo das alianças familiares e da descendência ligada às tradicionais linhagens do Seridó oitocentista.
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Olá. O Cel. João Damasceno Pereira de Araújo tem algo haver com João Pereira Damasceno, de Ipu? Já vi a foto da filha de João Pereira Damasceno, Maria Pereira Damasceno, no blog antigo. Muito Obrigado.
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