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1804

Joaquim Bernardino de Araújo, nascido no ano de 1804, contraiu matrimônio com Maria Madalena da Conceição, filha legítima de Antônio Fernandes Pimenta, referido como Neto e  da descendência de Antônio Fernandes Pimenta, e de Josefa Maria da Encarnação. Consta que Joaquim Bernardino de Araújo nasceu com o prenome de Joaquim e foi batizado aos três dias do mês de março do ano de mil oitocentos e quatro, quando contava trinta e cinco dias de vida, ocasião em que o Padre Manoel Teixeira da Fonseca, em desobriga e com a devida licença, lhe administrou o sacramento do batismo e lhe aplicou os santos óleos, sendo ele descrito como branco, filho legítimo de Felipe de Araújo Pereira e de Josefa Dantas, ambos naturais e moradores da Freguesia do Seridó, tendo servido como padrinhos João Garcia e Dona Maximiana Dantas Pereira, conforme assento lavrado e assinado pelo cura Francisco de Brito Guerra. O matrimônio foi celebrado aos dezenove dias do mês de setembro do ano de mil oitocentos e trinta e dois, pelas dez horas da manhã, na Fazenda Alto Grande, situada na Freguesia do Seridó, após concedida a dispensa de consanguinidade e cumpridas as formalidades canônicas então exigidas, com a realização da confissão, da comunhão e do exame da doutrina cristã, bem como corridos os banhos sem impedimento, ocasião em que foram unidos em matrimônio e receberam as bênçãos nupciais Joaquim Bernardino de Araújo, natural da Freguesia do Seridó, onde residia, e Maria Madalena da Conceição, natural da Freguesia do Coité, sendo ambos então moradores na Freguesia do Seridó, declarando o assento que o nubente era filho legítimo do Capitão Felipe de Araújo Pereira e de Josefa Maria do Espírito Santo, e a nubente filha legítima de Antônio Fernandes Pimenta e de Josefa Maria da Encarnação, tendo servido como testemunhas João Garcia do Amaral Júnior e José Jerônimo de Medeiros, ambos casados e moradores da referida freguesia, formalizando-se assim o vínculo matrimonial segundo os preceitos religiosos e canônicos observados naquele período histórico.


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Helena Maria de Santa Teresa foi casada com Inácio Ferreira de Bittencourt, filho legítimo de Antônio Ferreira de Macedo e de Francisca do Carmo. O matrimônio realizou-se aos trinta dias do mês de novembro de mil setecentos e noventa e oito, na fazenda denominada São José, desta freguesia, por volta das onze horas da manhã, pouco mais ou menos, depois de feitas as denúncias necessárias, sem que se descobrisse impedimento algum, e já dispensados pela Santa Sé Apostólica. A cerimônia ocorreu na presença do reverendo padre Manuel Gomes de Azevedo, de licença do cura, e das testemunhas, o sargento-mor Manuel de Medeiros Rocha e Manuel Antônio Dantas. Foram então recebidos por esposos, segundo o rito do Concílio Tridentino, Inácio Ferreira de Bittencourt, filho legítimo de Antônio Ferreira de Macedo e de Francisca do Carmo, já falecida, e Dona Helena Maria de Santa Teresa, filha legítima do capitão João Garcia de Sá Barroso e de sua mulher Dona Madalena de Castro, igualmente já falecidos, todos naturais e moradores desta freguesia, conforme assento lavrado e assinado.

Do casal houve, entre outros filhos, Inácio, filho legítimo de Inácio Ferreira de Bittencourt e de Helena Maria de Santa Teresa, naturais e moradores nesta freguesia, na fazenda Quimporó, que nasceu aos vinte e quatro dias do mês de julho de mil oitocentos e três e foi batizado na capela do Acari aos vinte dias de agosto do mesmo ano pelo padre José Antônio Caetano de Mesquita, de licença do vigário, ocasião em que lhe foram impostos os santos óleos. Foram seus padrinhos Faustino Gomes da Costa e sua mulher Ana Francisca, moradores na freguesia de São José do Rio Grande, por procuração apresentada pelo capitão Francisco Gomes da Silva e por sua mulher Dona Maria Joaquina, conforme assento lavrado pelo cura Francisco de Brito Guerra.

Teve ainda o casal o filho Alexandre, que nasceu aos trinta dias do mês de novembro de mil oitocentos e quatro e foi batizado aos oito dias do mês de dezembro do mesmo ano, na capela de Nossa Senhora da Guia do Acari, filial desta matriz, pelo reverendo padre José Antônio Caetano de Mesquita, de licença do vigário, que lhe impôs os santos óleos. Alexandre era filho legítimo de Inácio Ferreira de Bittencourt e de Helena Maria de Santa Teresa, moradores no Quimporó, tendo sido padrinhos Tomaz de Araújo Pereira e sua mulher Teresa de Jesus, conforme o respectivo registro paroquial.

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