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1813


Luzia Francisca de Medeiros contraiu matrimônio com Francisco do Rego Toscano, filho legítimo de Luiz do Rego Toscano e de Ana Maria, natural da cidade da Paraíba, sendo o casamento celebrado aos vinte e cinco dias do mês de outubro de mil oitocentos e treze, pelas nove horas do dia, na Fazenda Mulungu da freguesia do Seridó, após obtenção de dispensa de sanguinidade em quarto grau, corridos os banhos sem impedimento e precedendo confissão, comunhão e exame de doutrina cristã, tendo sido o casal unido pelo Padre André Vieira de Medeiros, de licença paroquial, na presença das testemunhas Antônio Pereira de Araújo e José Barboza de Medeiros, ambos casados e moradores na mesma freguesia, conforme termo lavrado. Da união nasceram diversos filhos, todos regularmente batizados conforme os assentos paroquiais, entre eles Alexandre, nascido aos seis de agosto de mil oitocentos e quatorze e batizado aos vinte do mesmo mês na Fazenda Mulungu, sendo padrinhos o Capitão Thomaz de Araújo Pereira e sua sobrinha Maria Rosa; Luiz, nascido aos treze de setembro de mil oitocentos e quinze e batizado aos onze de outubro do mesmo ano, tendo por padrinhos Rodrigo José de Medeiros e sua mulher; José, nascido aos oito de setembro de mil oitocentos e dezesseis e batizado aos três de outubro na Fazenda Mulungu, sendo padrinhos Alexandre de Araújo Pereira e Thereza de Jesus; Maria, nascida aos treze de junho de mil oitocentos e dezenove e batizada aos cinco de julho do mesmo ano na Fazenda Caiçara; João, nascido aos vinte e quatro de junho de mil oitocentos e vinte e batizado aos treze de julho seguinte na Fazenda Mulungu, sendo padrinhos José Thomaz de Araújo e Thereza de Jesus; Francisca, nascida aos dezenove de setembro de mil oitocentos e vinte e um e batizada aos nove de outubro do mesmo ano na Fazenda Luiza, tendo por padrinhos Beraldo de Araújo Pereira e sua esposa Joana Baptista dos Santos; Luzia, nascida aos treze de agosto e batizada aos quatro de novembro de mil oitocentos e vinte e sete na Fazenda Mulungu, sendo padrinhos Joaquim Félix de Medeiros e Maria de Jesus; Thereza, nascida aos seis de janeiro de mil oitocentos e trinta e batizada aos sete de maio do mesmo ano na Fazenda Caiçara, tendo por padrinhos Manoel de Medeiros Rocha Júnior e sua mulher Josefa Maria da Purificação; Anna, nascida aos oito de março de mil oitocentos e trinta e um e batizada aos trinta de abril do mesmo ano na Fazenda Pé da Serra, sendo padrinhos Manoel Lopes Pequeno e sua esposa Anna Maria da Circuncisão; e Joaquim, nascido aos onze de agosto de mil oitocentos e trinta e cinco e batizado aos vinte e quatro de novembro do mesmo ano na Fazenda Caiçara, tendo por padrinhos Antônio Pereira de Araújo e Antônia Barbalho de Vasconcellos, todos naturais e moradores da freguesia do Seridó, conforme registram os livros paroquiais da época.



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Antônio Álvares Mariz, figura de notável projeção social e política durante a primeira fase do período monárquico, uniu-se em matrimônio com sua tia materna, Mônica Freire da Silva, aos dez dias de setembro de 1813; a cerimônia, realizada na Capela da Serra Negra sob a vênia do vigário Francisco de Brito Guerra, exigiu a devida dispensa canônica de consanguinidade em razão do parentesco próximo entre os contraentes. Filho legítimo de Joaquim Álvares de Faria e de Maria José do Nascimento, Mariz vinculou-se, por este consórcio, ainda mais estreitamente ao tronco dos Pereira Monteiro, sendo sua esposa filha do tenente-coronel Manoel Pereira Monteiro e de Theresa Maria da Conceição.

No cenário público, Antônio Álvares Mariz consolidou sua influência como deputado provincial por diversas legislaturas, mantendo sólidos laços políticos com figuras exponenciais como o Senador Guerra e o Presidente Tomás de Araújo Pereira. Sua relevância era amplificada pelo parentesco com Pedro de Araújo Lima, o Marquês de Olinda, de quem era primo e com quem mantinha correspondência ativa; valendo-se do prestígio do primo regente, Mariz logrou obter favores e melhorias para a sua região, firmando-se como uma das lideranças mais influentes do Seridó oitocentista. Sua trajetória encerrou-se de forma abrupta aos 16 de setembro de 1854, quando, aos sessenta anos incompletos, foi vitimado por uma apoplexia fulminante que não permitiu a recepção dos últimos sacramentos; em sinal de seu status e serviços prestados, o comandante superior foi sepultado acima das grades da Matriz do Seridó, amortalhado em suas fardas militares e encomendado solenemente em cerimônia presidida pelo vigário de Acari, Thomaz Pereira de Araújo.

Martinho Garcia de Araújo Pereira foi casado com Vicência Ferreira de Medeiros, identificada no capítulo da descendência de Pedro Ferreira das Neves sob a referência BN 19, sendo ela filha de Sebastião de Medeiros Matos e de Antônia de Morais Valcácer. Consta no termo de óbito de Martinho, transcrito naquele capítulo, que teria falecido aos três dias do mês de outubro de mil oitocentos e quatorze, com sessenta anos de idade; entretanto, tal informação não se sustenta cronologicamente, pois Martinho não poderia ter nascido em mil setecentos e cinquenta e quatro, uma vez que, nesse ano, seu pai ainda não havia contraído matrimônio com Helena de Araújo Pereira. Do casal procedeu Vicência Maria de Medeiros, que se casou com Sebastião José de Medeiros, também referido no capítulo da descendência de Pedro Ferreira das Neves, filho de José Inácio de Matos e de Quitéria Maria; Sebastião Garcia de Medeiros, que contraiu matrimônio com Luzia Maria de Jesus, filha de Sebastião de Medeiros Rocha e de Maria Leocádia da Conceição; Alexandre Garcia de Araújo, que se casou com Isabel Maria da Silva, filha de Damião Fernandes da Silva e de Isabel Maria de Jesus, conforme assento lavrado aos nove dias do mês de outubro de mil oitocentos e vinte e três, na Fazenda da Volta, desta freguesia do Seridó, após as canônicas denúncias sem impedimento, confissão, comunhão e exame de doutrina cristã, tendo sido unidos pelo padre Manoel Teixeira da Fonseca, com licença do vigário, na presença das testemunhas Thomaz Garcia de Sá e José Timóteo de Moraes, vindo Alexandre a falecer aos vinte e dois dias do mês de junho de mil oitocentos e cinquenta e quatro, sepultado na matriz, acima das grades, aos sessenta anos de idade, em consequência de um pleuriz curado, com todos os sacramentos, conforme termo assinado pelo cônego e vigário Manoel José Fernandes. Manoel Garcia de Medeiros, outro filho, casou-se em primeiras núpcias com Isabel Maria da Conceição, filha de Sebastião de Medeiros Rocha e de Maria Leocádia da Conceição, e, em segundas núpcias, com Antônia, filha de João de Morais Camelo e de Antônia de Morais Severa. João Garcia de Araújo contraiu primeiro matrimônio com Maria Francisca do Espírito Santo, filha de José Inácio de Matos e de Quitéria Maria da Conceição, e, ficando viúvo, casou-se com Teresa Maria de Jesus, filha de Sebastião de Medeiros Rocha e de Maria Leocádia da Conceição. Martinho Garcia de Araújo Júnior desposou Joaquina Maria da Conceição, a qual faleceu aos vinte e cinco dias do mês de maio de mil oitocentos e trinta e oito, sendo sepultada na matriz, acima das grades, com vinte e três anos de idade, vítima de moléstia do peito, tendo recebido os sacramentos, conforme termo lavrado e assinado pelo vice-vigário Manoel José Fernandes. Por fim, Maria, filha do casal, contraiu matrimônio com José de Morais Camelo, filho de João de Morais Camelo e de Antônia de Morais Severa, integrando-se, assim, este ramo familiar às extensas redes de parentesco que caracterizam a formação social e genealógica do Seridó oitocentista.

Comentários

  1. Meu pai José Martins de Medeiros contava muito essa história!

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  2. José Martins de Medeiros era neto da sra. Maria Benta, filho de André Pires de Medeiros.

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  3. José Martins de Medeiros era neto da sra. Maria Benta, filho de André Pires de Medeiros.

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  4. José Martins de Medeiros era neto da sra. Maria Benta, filho de André Pires de Medeiros.

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  5. Meu pai José Martins de Medeiros contava muito essa história!

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  6. Gostaria de saber onde a senhora conseguiu a foto da matriarca Maria Benta? É uma relíquia familiar não e mesmo? meu e mail é medeirosflavio@ gmail.com. obrigado!

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  7. Gostaria de saber onde a senhora conseguiu a foto da matriarca Maria Benta? É uma relíquia familiar não e mesmo? meu e mail é medeirosflavio@ gmail.com. obrigado!

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