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1803

Rodrigo José de Medeiros foi casado com Maria Renovata de Medeiros, da descendência de Pedro Ferreira das Neves, sendo ela filha do casal Manoel de Medeiros Rocha e Ana de Araújo Pereira, união da qual resultou numerosa prole, conforme os assentos paroquiais da Freguesia do Seridó. O primeiro filho, Manoel, nasceu aos seis dias do mês de outubro do ano de mil oitocentos e três e foi batizado aos quatorze do mesmo mês e ano, na Fazenda Remédio, pelo Padre José Antônio de Mesquita, que lhe administrou os santos óleos, tendo servido como padrinhos Manoel de Medeiros Júnior e Dona Ana de Araújo, avó do batizando, conforme assento lavrado e assinado pelo cura Francisco de Brito Guerra. O segundo filho, José, foi batizado aos vinte e seis dias do mês de outubro do ano de mil oitocentos e quatro pelo Padre Manoel Teixeira da Fonseca, com licença, ocasião em que lhe foram aplicados os santos óleos, sendo padrinhos o Sargento-Mor Manoel de Medeiros Rocha e sua esposa Dona Ana de Araújo Pereira, avós maternos do batizando, conforme assento assinado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. A terceira filha, Ana, descrita como branca, nasceu aos oito dias do mês de outubro do ano de mil oitocentos e cinco, na Fazenda do Remédio, e foi batizada aos vinte do mesmo mês e ano pelo Padre Manoel Teixeira da Fonseca, com licença, que lhe aplicou os santos óleos, tendo servido como padrinhos Tomaz de Araújo Pereira e Maria da Conceição, conforme registro lavrado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. O quarto filho, Pedro, nasceu aos vinte e cinco dias do mês de março do ano de mil oitocentos e quinze e foi batizado em desobriga na Fazenda Pé da Serra aos vinte e cinco dias do mês de maio do mesmo ano pelo Reverendo Coadjutor Inácio Gonçalves Mello, que lhe aplicou os santos óleos, tendo servido como padrinhos Felipe de Araújo Pereira e Dona Josefa Maria da Purificação, ambos casados, conforme assento assinado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. O quinto filho, Pacífico, nasceu aos vinte e seis dias do mês de abril do ano de mil oitocentos e dezesseis e foi batizado de licença na Fazenda Pé da Serra aos treze dias do mês de maio do mesmo ano pelo Reverendo Inácio Gonçalves Mello, que lhe aplicou os santos óleos, sendo padrinhos Joaquim de Araújo Pereira e sua esposa Josefa Freire de Vasconcelos, conforme assento lavrado e assinado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. A sexta filha, Teresa, nasceu aos dois dias do mês de abril do ano de mil oitocentos e dezoito e foi batizada em desobriga na Fazenda Pé da Serra aos vinte e oito do mesmo mês e ano pelo Reverendo Coadjutor Inácio Gonçalves Mello, tendo servido como padrinhos Manoel Lopes Pequeno e sua esposa Dona Ana Maria da Circuncisão, representados por procuração apresentada por Ana Brígida de Medeiros, conforme assento assinado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. O sétimo filho, Guilherme, nasceu aos quinze dias do mês de agosto do ano de mil oitocentos e dezenove e foi batizado com os santos óleos, de licença, na Fazenda Pé da Serra aos vinte e cinco dias do mês de setembro do mesmo ano pelo Padre André Vieira de Medeiros, tendo servido como padrinhos Bartolomeu de Medeiros Rocha e sua esposa Maria dos Santos de Medeiros, conforme assento lavrado e assinado pelo vigário Francisco de Brito Guerra. O oitavo filho, também chamado Pacífico, nasceu aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e vinte e foi batizado aos vinte e seis dias do mês de dezembro do mesmo ano, na Capela do Acari, filial da Igreja Matriz, pelo Reverendo André Vieira de Medeiros, com licença, que lhe aplicou os santos óleos, tendo servido como padrinhos Antônio Pereira de Araújo e Guilhermina de Medeiros, conforme assento então lavrado. O nono filho, Antônio, nasceu aos dois dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e vinte e um e foi batizado com os santos óleos na Fazenda Pé da Serra aos dois dias do mês de janeiro do ano de mil oitocentos e vinte e dois pelo Padre André Vieira de Medeiros, com licença, tendo servido como padrinhos Manoel Bruno de Medeiros, representado por procuração apresentada por João Damasceno da Silva, e Maria de Jesus, representada por procuração apresentada por Maria Joaquina dos Santos, ficando assim consignada, de forma contínua e documentada, a descendência do casal Rodrigo José de Medeiros e Maria Renovata de Medeiros nos registros paroquiais da Freguesia do Seridó.



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Estêvão de Araújo Pereira, nascido no ano de mil oitocentos e três, foi casado com Maria José de Santana, filha legítima de Francisco do Rego Toscano e de Luzia Teresa de Jesus, conforme registros paroquiais da Freguesia do Seridó. Consta que Estêvão nasceu nessa freguesia e foi batizado de licença aos dez dias do mês de outubro do ano de mil oitocentos e três, na Fazenda das Flores, pelo Reverendo José Antônio Caetano de Mesquita, ocasião em que lhe foram administrados os santos óleos, sendo declarado filho legítimo de Antônio de Araújo Pereira, natural do Seridó, e de Romana de Jesus Maria, natural da Freguesia de Mamanguape, tendo servido como padrinhos Joaquim de Araújo Pereira e Teresa de Jesus Maria, avó do batizando, conforme assento lavrado e assinado pelo cura Francisco de Brito Guerra. O matrimônio de Estêvão de Araújo Pereira com Maria José de Santana realizou-se aos vinte e um dias do mês de julho do ano de mil oitocentos e vinte e sete, pelas nove horas da manhã, na Fazenda Umaris Pretos, após precedidas as denúncias canônicas sem impedimento, a confissão, a comunhão e o exame da doutrina cristã, quando, na presença do celebrante e das testemunhas Felipe Francisco dos Santos e João Batista dos Santos, ambos casados e moradores da freguesia, os contraentes Estêvão de Araújo Pereira e Maria José de Santana, ambos descritos como brancos, receberam-se em matrimônio por palavras de presente, sendo ele declarado natural e morador da Freguesia do Seridó, filho legítimo de Antônio de Araújo Pereira e de Romana de Jesus Maria, e ela natural e moradora da mesma freguesia, filha legítima de Francisco do Rego Toscano e de Luzia Teresa de Jesus, tendo-lhes sido concedidas, ao final da cerimônia, as bênçãos nupciais, formalizando-se assim o vínculo matrimonial segundo os preceitos religiosos e canônicos observados à época.

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