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Maria José da Anunciação foi casada com Manoel Monteiro Mariz, descendente de Manoel Pereira Monteiro, oriundo da fazenda da Serra Negra, tendo o casal residido na fazenda Conceição, situada no atual território do município de Serra Negra do Norte, no Rio Grande do Norte. Consta que Maria José da Anunciação nasceu aos vinte e nove dias do mês de janeiro do ano de mil oitocentos e trinta e um, sendo filha legítima de Joaquim de Araújo Pereira e de Maria dos Santos Silva, ambos naturais e moradores da Freguesia do Seridó, e que foi batizada com os santos óleos na Igreja Matriz aos treze dias do mês de março do mesmo ano, pelo Reverendo Manoel da Silva e Souza, com a devida licença, tendo servido como padrinhos Gonçalo José da Costa e sua esposa Vicência Clara de Torres Bandeira, representados por seus procuradores Alexandre de Araújo Pereira e sua mulher Joanna Manoela da Anunciação, conforme assento lavrado e assinado pelo coadjutor e pro-pároco Manoel José Fernandes. O falecimento de Maria José da Anunciação Monteiro ocorreu aos vinte e cinco dias do mês de fevereiro do ano de mil oitocentos e cinquenta e seis, quando foi sepultada na Igreja Matriz, acima das grades, sendo então descrita como moradora da freguesia e esposa do Comandante Superior Manoel Monteiro Mariz, tendo falecido em consequência de moléstias do útero, com os sacramentos da Igreja, contando trinta e dois anos de idade, sendo seu cadáver envolto em hábito branco e solenemente encomendado, conforme consignado no respectivo assento fúnebre.
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GUILHERMINA UMBELINA DE ARAÚJO, filha legítima de Antônio de Araújo Pereira e de Romana de Jesus Maria, contraiu matrimônio com Caetano Batista dos Santos, filho legítimo de João Batista dos Santos, da descendência de Domingos Alves dos Santos, e de Maria Marcelina da Conceição, sendo o casamento celebrado aos doze dias do mês de outubro de mil oitocentos e trinta e um, pelas dez horas da manhã, na Fazenda Mulungu, desta freguesia do Seridó, após dispensa de sanguinidade, precedendo confissão, comunhão, exame de doutrina cristã e corridos os banhos sem impedimento, quando o Reverendo Manoel Teixeira da Fonseca, de licença do vigário, ajuntou os nubentes em matrimônio e lhes concedeu as bênçãos nupciais, na presença das testemunhas José Batista dos Santos e Manoel de Araújo Pereira, casados e moradores nesta freguesia, que com o celebrante assinaram o respectivo assento. Do mesmo casal parental de Antônio de Araújo Pereira e Romana de Jesus Maria nasceram outros filhos, entre os quais Teresa, que veio ao mundo aos doze de junho de mil oitocentos e quatorze e foi batizada na Fazenda Mulungu aos vinte e cinco do mesmo mês pelo Padre André Vieira de Medeiros, com Bento Fernandes Pimenta e Maria Rosa como padrinhos; Josefa, nascida aos seis de janeiro de mil oitocentos e dezesseis e batizada aos doze do mesmo mês na Fazenda Mulungu, tendo por padrinhos Manoel de Medeiros Júnior e sua esposa Josefa Maria da Purificação; Maria, igualmente nascida aos seis de janeiro de mil oitocentos e dezesseis e batizada aos doze do mesmo mês na mesma fazenda, sendo padrinhos Félix Barbosa e Francisca Maria do Carmo; outra Josefa, nascida aos vinte e cinco de janeiro de mil oitocentos e dezoito e batizada na Matriz aos três de março do mesmo ano, tendo por padrinhos Manoel Pereira Bolcon e sua esposa Francisca Xavier de Vasconcellos; e ainda Maria, nascida aos oito de dezembro de mil oitocentos e dezoito e batizada aos dezenove de janeiro de mil oitocentos e dezenove na Fazenda Remédio, com Manoel de Medeiros Júnior e sua esposa Josefa Maria como padrinhos, conforme consta dos respectivos registros paroquiais.
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ANA VIEIRA MIMOSA, nascida em 1831, casada com FRANCISCO ANTÔNIO DE MEDEIROS, filho de João Damasceno Ro cha e Maria Joaquina dos Prazeres, e natural da freguesia dos Patos. Francisco, que nascera aos 14 de agosto do ano de 1822, easou-se com Ana Vieira Mimosa, na freguesia do Seridó, aos 8 de novembro de 1842, quando Ana Vieira contava com II anos e meio de idade. Falece ram, respectivamente, aos 15 de março de 1896 e 15 de outubro do mesmo ano, ela em conseqüências tardias de uma picada que levara de uma cascavel. O casal morou no Umari, tendo construído a atual casa resi dencial da fazenda. Francisco Antônio foi figura de destaque nos meios políticos e sociais da região, Intendente de Caicó, em 1890, onde já havia sido vereador em 1873 e delegado de polícia em 1878. Tenente coronel da Guarda Nacional, da qual chegou a ser comandante no Caicó. O casal mantinha casa residencial no Caicó, na então rua Visconde de Pelotas, atualmente designada rua Padre Sebastião, por detrás da Matriz. Segundo a tradição familiar, Francisco Antônio era moreno, muito atlo, magro; Ana, gorda, loura, de olhos azúes, corada, de estatura um pouco baixa. Em 1844 o casal ingressava na Irmandade das Almas do Caicó. “ANNA, filha legitima de Cosme Pereira da Costa, e de Maria Thereza de Jezus, naturaes, e moradôres nesta Freguezia do Seridó, nasceu á vinte dois de Abril de mil oito centos e trinta e hum, e foi baptizada com os Santos Oleos na Fazenda Umari, á vinte de Maio do dito anno, pelo Reverendo Manoel Teixeira da Fonsêca de minha licença: forão Padri nhos Antonio Gorgonio Paz de Bulhoens, solteiro, e Anna Joaquina, cazada; de que para constar mandei fazer este Assento, que assigno. Manoel Jozé Fernandes Coadjutor Pro-Parocho.” (2) “Aos dezeseis de Março de mil oitocentos e noventa e seis, no Cemi tério desta Cidade, foi sepultado o cadaver do adulto FRANCISCO AN TONIO DE MEDEIROS, fallecido hontem de hydropezia na idade de setenta e dous annos de idade, casado que era com D. Anna Vieira Mi- moza, moradores e naturaes desta Freguesia;

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