Adelaide Arlina de Araújo (1891-1935) e seu esposo, Manoel Balbino de Araújo (1875-1978), eram tios de Jayme Pereira de Araújo e Eunice, avós de Jaime, e primos entre si em diversos graus.
Adelaide era filha de Francisco Raymundo de Araújo, conhecido como "o Ferreiro Velho" (1855-1940), e de América Samaritana Maria de Araújo (1861-1936). Manoel Balbino, por sua vez, era filho de Antônio Honorato de Araújo (1838-1912) e de sua segunda esposa, Cândida Mercês da Conceição (1853-1940), e pai de América Romana de Araújo, que residia no sítio Salgado.
Muitas histórias sobre Neco Balbino e América, e todo o povo do Salgado, contam mais de 150 anos de memórias familiares, cuidadosamente preservadas na mente do médico Jaime Araújo, transmitidas por sua avó (1923-2009). As lembranças de sua infância são ricas em histórias dos seus antepassados.
Na época, fotografias eram um artigo de luxo, assim como as roupas que se usava para posar. O vestuário, muitas vezes, era confeccionado com tecidos importados da França e da Inglaterra. A riqueza da família vinha das terras e da criação de gado, e, a partir da Guerra de Secessão Americana (década de 1860), a produção de algodão se tornou uma importante fonte de renda. No entanto, o padrão de vida enfrentaria um declínio com a Crise de 1929, e a situação se agravaria ainda mais na década de 1950, com a crise do algodão.
SILVINO ADONIAS BEZERRA (1891 - 1959), Silvino Balá. Filho de Félix de Araújo Pereira (Félix da Pendanga) e de Maria Getúlia Bezerra de Araújo Galvão (1863 - 1940). São seus avós paterno: Félix Pereira de Araújo (Félix dos Garrotes) e Maria de Araújo Pereira. E materno: o Cel. Silvino Bezerra de Araújo Galvão (1836 - 1921) e Maria Febrônia Bezerra de Araújo Galvão (1838 - 1908). Silvino Adonias Bezerra (1891/1959), conhecido pelo apelido de Silvino Balá, nasceu no seio de uma família de sólida projeção social e genealógica no Seridó potiguar, vinculada aos antigos troncos da Ribeira da Acauã. Era filho de Félix de Araújo Pereira, chamado Félix da Pendanga, e de Maria Getúlia Bezerra de Araújo Galvão (1863/1940). Pela linha paterna, era neto de Félix Pereira de Araújo, conhecido como Félix dos Garrotes, e de Maria de Araújo Pereira; pela linha materna, descendia diretamente do Coronel Silvino Bezerra de Araújo Galvão (1836/1921) e de Maria Febrônia Bezerra de Araújo Galvão (1838/1908). Homem de posses, foi proprietário de diversas terras, embora tenha nutrido especial apreço pela Fazenda Pinturas, que se tornou o principal centro de suas atenções e afetos. Essa propriedade veio a ser organizada e preservada por seu filho, o médico e escritor Paulo Bezerra Balá (1933/2017), que ali consolidou um espaço de memória e criação intelectual. O casario da fazenda, erguido em tempos pretéritos por seu ancestral José Sancho de Araújo (1857/1920), foi construído segundo a técnica de um afamado mestre de obras espanhol. O que permanece incontestável é que a Fazenda Pinturas constitui verdadeiro museu a céu aberto, guardando artefatos, instrumentos de trabalho, fotografias e testemunhos materiais de um modo de vida seridoense que atravessou gerações. Esse ambiente singular serviu, inclusive, de inspiração fecunda à obra literária de Paulo Bezerra Balá, cuja escrita regionalista, marcada pela evocação da memória e da paisagem humana do sertão, vem se consagrando, mesmo após sua morte, como valioso patrimônio cultural e histórico da região.
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