JOSÉ EVARISTO DE ARAÚJO (1890/1949) Filho de Joaquim da Virgem Pereira de Araújo e Mônica Maria da Ressurreição Brito. Irmão de Maria Suzana de Araújo; Joaquina de Araújo; Nísia Augusta de Araújo; Isabel Estelita de Araújo; Félix de Araújo Bezerra; Petronila de Araújo Bezerra (morreu criança); Sérvulo Pereira de Araújo; Josefa Pereira de Araújo; Raimundo Nonato Pereira de Araújo. Ele nasceu no xalé do sítio Água Doce, quando da construção do maior açude da região. Genitor de Izaltina Nóbrega de Araújo e de Mônica Nóbrega de Araújo (nome de solteiras) e, que posteriormente, adotaram o sobrenome "DANTAS" em detrimento do "ARAÚJO".
filho de Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão. Casou com NÍSIA AUGUSTA DE ARAÚJO. Filha de Joaquim da Virgem Pereira (Joaquim Felix) e Mônica Maria da Ressureição de Britto (esta filha do Padre José Modesto). Genitor de Alice Pires Galvão, Iracema Pires Galvão e outros. Bisneto do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (primeiro). Dentre as propriedades que possuiu, destaque para a Fazenda Santa Barbará localizada à época no município de Augusto Severo/RN.
TEREZA AUGUSTA BEZERRA DE ARAÚJO (1890 - 1937),
filha de Félix Pereira de Araújo e de Maria Getúlia Bezerra de Araújo Galvão. Casada com Jeremias Bezerra de Araújo.
Des. TOMAZ SALUSTINO GOMES DE MELO (1890/1963) Nasceu em Acari, Rio Grande do Norte, no dia 6 de agosto de 1880, filho do coronel Manoel Salustino Gomes de Macêdo e de Dona Ananília Regina de Araújo. Destacou-se como o primeiro juiz de direito nomeado para a Comarca de Currais Novos, cidade na qual viveu a maior parte da vida. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, Pernambuco, iniciando uma carreira marcada por grande influência jurídica, política e social.
Em 1913, ainda jovem, exerceu seu primeiro mandato como deputado, participando ativamente da reforma da Constituição potiguar. Anos depois, em 25 de novembro de 1947, assinou a nova Constituição do Estado, que restabeleceu a figura do vice-governador — cargo que ocupou de 31 de julho de 1947 a 31 de janeiro de 1951, ao lado do governador José Augusto Varela. Na condição de vice-governador, presidiu a Assembleia Legislativa, conforme previsto no artigo 46, inciso II, da Constituição estadual.
Além de sua atuação política e jurídica, Tomaz Salustino também foi um empreendedor visionário. Na década de 1940, com base no Decreto nº 12.772, assinado pelo presidente Getúlio Vargas em 30 de junho de 1943, recebeu autorização para pesquisar minério de bismuto, scheelita e minerais associados no município de Currais Novos. Essa iniciativa marcou sua participação pioneira na exploração mineral da região, especialmente na mina Brejuí, que se tornaria uma das maiores jazidas de scheelita da América do Sul.
Sua trajetória é marcada pelo prestígio popular e pela influência junto às famílias tradicionais da região, como os Bezerra de Araújo, com quem fortaleceu laços por meio do casamento com Dona Tereza Bezerra de Araújo, filha do coronel José Bezerra de Araújo Galvão. Dessa união nasceram treze filhos, entre os quais destacam-se nomes que perpetuaram o legado familiar, como Sílvio Bezerra de Melo, político de renome, e Manuel Salustino Neto, conhecido como Dr. Minéo, médico atuante em Sergipe.
Conhecido popularmente como "Doutor Tomaz", ele era estimado pela população, não apenas pela riqueza e propriedades que possuía, mas também pela sua simpatia e proximidade com os mais humildes. Reprovava o distanciamento social, estimulando sempre a interação com todos, independentemente de classe ou condição. José Saldanha de Menezes Sobrinho, poeta e ex-inquilino de Tomaz em Cerro Corá, recordou suas poesias e trovas, que expressavam sua cultura e sensibilidade, embora nunca tenham sido publicadas.
Certa vez, aos 82 anos, uma curiosa situação marcaria seus últimos dias: abordado por uma mendiga a quem deu esmola, respondeu com ironia desejando-lhe saúde e felicidade, para depois sofrer uma queda fatal de uma espreguiçadeira, da qual não se recuperou. Faleceu em 30 de junho de 1963, em Natal, e foi sepultado no Cemitério de Santana, em Currais Novos.
Sua atuação também foi fundamental para o desenvolvimento econômico do Seridó, principalmente por meio da mineração. Em 1954, constituiu a Mineração Tomaz Salustino S/A, concessionária da exploração da Mina Brejuí, que, durante a Segunda Guerra Mundial, abasteceu indústrias estratégicas com scheelita, um minério essencial para a produção de tungstênio, usado em setores metalúrgico, bélico e aeroespacial. Além da scheelita, a mina possui vastas reservas de calcário, com elevado potencial industrial para produção de cimento, cal, tintas, cerâmica e outras aplicações.
A Mina Brejuí, mesmo após o declínio da mineração a partir da década de 1980, devido à oscilação dos preços internacionais e à substituição por outros materiais, permanece como importante patrimônio regional, retomando suas atividades e se tornando um parque temático que atrai turistas e estudiosos de diversas partes do Brasil e do mundo.
A família Gomes de Melo, à qual Dr. Tomaz pertencia, tem suas raízes na Paraíba, especialmente em Picuí, de onde migraram para o Seridó potiguar por volta de 1865. Os irmãos José Gomes de Melo, Francisco Gomes Pimenta e o cunhado Manoel Gomes Pimenta instalaram-se na região, fundando fazendas que deram origem a uma das principais linhagens locais. José Gomes de Melo, nascido em 1820 e falecido em 1900, casou-se duas vezes, estabelecendo uma ampla descendência que inclui Manoel Salustino Gomes de Macêdo, pai de Dr. Tomaz.
Manoel Salustino, nascido em Picuí em 1857, casou-se com Ananília Regina de Araújo, de Currais Novos, e tiveram nove filhos, entre eles o desembargador Thomaz Salustino Gomes de Mello, e Francisco Leônis Gomes de Assis, conhecido como Assis Salustino, que foi prefeito em Currais Novos e São Thomé-RN. A genealogia dessa família reflete a complexidade e a importância das alianças entre os Gomes de Melo e outras famílias tradicionais, como os Bezerra de Araújo, consolidando sua influência política, social e econômica no Seridó.
Assim, a vida e obra de Tomaz Salustino Gomes de Melo sintetizam a história de uma região marcada por desafios e transformações, cuja evolução econômica e cultural esteve profundamente ligada à dedicação de famílias como a sua, que deixaram um legado duradouro no desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
Texto baseado nas obras de Manoel Rodrigues de Melo e de Anderson Tavares de Lyra
MÊRCES SÉRVULA LOPES DE ARAÚJO (1890-1944) filha do Cel. João Damasceno de Araújo Pereira e Rita Maria da Conceição. Casada com Sérvulo Lopes de Araújo, filho de Manoel Lopes de Araújo e Josefa Maria da Anunciação. Mercês é sogra do pai do Vivaldo Costa do primeiro casamento. Vivaldo é do segundo.
TEREZA AUGUSTA BEZERRA DE ARAÚJO (1890 - 1937),
filha de Félix Pereira de Araújo e de Maria Getúlia Bezerra de Araújo Galvão. Casada com Jeremias Bezerra de Araújo.
Des. TOMAZ SALUSTINO GOMES DE MELO (1890/1963) Nasceu em Acari, Rio Grande do Norte, no dia 6 de agosto de 1880, filho do coronel Manoel Salustino Gomes de Macêdo e de Dona Ananília Regina de Araújo. Destacou-se como o primeiro juiz de direito nomeado para a Comarca de Currais Novos, cidade na qual viveu a maior parte da vida. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, Pernambuco, iniciando uma carreira marcada por grande influência jurídica, política e social.
Em 1913, ainda jovem, exerceu seu primeiro mandato como deputado, participando ativamente da reforma da Constituição potiguar. Anos depois, em 25 de novembro de 1947, assinou a nova Constituição do Estado, que restabeleceu a figura do vice-governador — cargo que ocupou de 31 de julho de 1947 a 31 de janeiro de 1951, ao lado do governador José Augusto Varela. Na condição de vice-governador, presidiu a Assembleia Legislativa, conforme previsto no artigo 46, inciso II, da Constituição estadual.
Além de sua atuação política e jurídica, Tomaz Salustino também foi um empreendedor visionário. Na década de 1940, com base no Decreto nº 12.772, assinado pelo presidente Getúlio Vargas em 30 de junho de 1943, recebeu autorização para pesquisar minério de bismuto, scheelita e minerais associados no município de Currais Novos. Essa iniciativa marcou sua participação pioneira na exploração mineral da região, especialmente na mina Brejuí, que se tornaria uma das maiores jazidas de scheelita da América do Sul.
Sua trajetória é marcada pelo prestígio popular e pela influência junto às famílias tradicionais da região, como os Bezerra de Araújo, com quem fortaleceu laços por meio do casamento com Dona Tereza Bezerra de Araújo, filha do coronel José Bezerra de Araújo Galvão. Dessa união nasceram treze filhos, entre os quais destacam-se nomes que perpetuaram o legado familiar, como Sílvio Bezerra de Melo, político de renome, e Manuel Salustino Neto, conhecido como Dr. Minéo, médico atuante em Sergipe.
Conhecido popularmente como "Doutor Tomaz", ele era estimado pela população, não apenas pela riqueza e propriedades que possuía, mas também pela sua simpatia e proximidade com os mais humildes. Reprovava o distanciamento social, estimulando sempre a interação com todos, independentemente de classe ou condição. José Saldanha de Menezes Sobrinho, poeta e ex-inquilino de Tomaz em Cerro Corá, recordou suas poesias e trovas, que expressavam sua cultura e sensibilidade, embora nunca tenham sido publicadas.
Certa vez, aos 82 anos, uma curiosa situação marcaria seus últimos dias: abordado por uma mendiga a quem deu esmola, respondeu com ironia desejando-lhe saúde e felicidade, para depois sofrer uma queda fatal de uma espreguiçadeira, da qual não se recuperou. Faleceu em 30 de junho de 1963, em Natal, e foi sepultado no Cemitério de Santana, em Currais Novos.
Sua atuação também foi fundamental para o desenvolvimento econômico do Seridó, principalmente por meio da mineração. Em 1954, constituiu a Mineração Tomaz Salustino S/A, concessionária da exploração da Mina Brejuí, que, durante a Segunda Guerra Mundial, abasteceu indústrias estratégicas com scheelita, um minério essencial para a produção de tungstênio, usado em setores metalúrgico, bélico e aeroespacial. Além da scheelita, a mina possui vastas reservas de calcário, com elevado potencial industrial para produção de cimento, cal, tintas, cerâmica e outras aplicações.
A Mina Brejuí, mesmo após o declínio da mineração a partir da década de 1980, devido à oscilação dos preços internacionais e à substituição por outros materiais, permanece como importante patrimônio regional, retomando suas atividades e se tornando um parque temático que atrai turistas e estudiosos de diversas partes do Brasil e do mundo.
A família Gomes de Melo, à qual Dr. Tomaz pertencia, tem suas raízes na Paraíba, especialmente em Picuí, de onde migraram para o Seridó potiguar por volta de 1865. Os irmãos José Gomes de Melo, Francisco Gomes Pimenta e o cunhado Manoel Gomes Pimenta instalaram-se na região, fundando fazendas que deram origem a uma das principais linhagens locais. José Gomes de Melo, nascido em 1820 e falecido em 1900, casou-se duas vezes, estabelecendo uma ampla descendência que inclui Manoel Salustino Gomes de Macêdo, pai de Dr. Tomaz.
Manoel Salustino, nascido em Picuí em 1857, casou-se com Ananília Regina de Araújo, de Currais Novos, e tiveram nove filhos, entre eles o desembargador Thomaz Salustino Gomes de Mello, e Francisco Leônis Gomes de Assis, conhecido como Assis Salustino, que foi prefeito em Currais Novos e São Thomé-RN. A genealogia dessa família reflete a complexidade e a importância das alianças entre os Gomes de Melo e outras famílias tradicionais, como os Bezerra de Araújo, consolidando sua influência política, social e econômica no Seridó.
Assim, a vida e obra de Tomaz Salustino Gomes de Melo sintetizam a história de uma região marcada por desafios e transformações, cuja evolução econômica e cultural esteve profundamente ligada à dedicação de famílias como a sua, que deixaram um legado duradouro no desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
Texto baseado nas obras de Manoel Rodrigues de Melo e de Anderson Tavares de Lyra


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