MÔNICA AUGUSTA LOPES GALVÃO (1888/1972)
Irmã de Antônio Eduardo de Araújo Galvão.
CLOTILDE SANTINA GALVÃO (1888/1921), primeira esposa de Tomaz Pereira de Araújo. Os filhos de Clotilde com Tomaz foram dez: Ana Zebina, Sérvulo, Tomaz Edson, Laura, Francisco, Clóvis, Clidenor, Manoel Wilson, Maria Zilma e Clotilde). Irmã de Alice Pires Galvão.

Nos confins do sítio Angicos, encravado no termo de Acari (RN), veio ao mundo, em 5 de novembro de 1888, Zacarias Araújo Cananéia, filho de Thomaz de Araújo Cananéia e Joana Maria do Amor Divino. A sua genealogia remonta a raízes profundas na região, sendo ele trineto de Tomaz de Araújo Pereira, o que denota uma linhagem de significativa relevância histórica. O destino enlaçou-o primeiramente à sua prima, Antônia Maria de Araújo, em consórcio celebrado a 9 de novembro de 1911; desta união, floresceu a primeira geração de descendentes: Antônio Severiano Neto, que desposou Iracema Brandão; Juraci, consorte de Antônio Justino Dantas (o "Tuca"); Tomaz Cananéa, casado com Antônia (conhecida como Toinha Cananéa); Ubaldina, esposa de Onessino Onésio da Silva; além de Ana e Gidenor, que faleceram solteiros, ela precocemente aos dezoito anos.
Com o passamento de Antônia, ocorrido em 9 de outubro de 1941, o luto deu lugar, tempos depois, a um novo capítulo: em 12 de abril de 1942, Zacarias contraiu segundas núpcias com Joana Verônica do Amor Divino, também chamada Joana Dantas Cananéa. Deste segundo matrimônio, a prole se estendeu com o nascimento de Carmelito, casado com Graça; Socorro, esposa de Albérico Andrade; Cacilda, unida a Miston Medeiros; Concília, casada com Décio Britto; e Zacarias, o "Carias", esposo de Mirma. A jornada terrena do patriarca encerrou-se em 5 de junho de 1972, no mesmo solo acariense que testemunhou sua vida. Tais memórias foram zelosamente resgatadas por seu genro, Albérico Andrade — que, embora não natural de Acari, nutre pela terra profundo afeto —, no âmbito de uma minuciosa pesquisa sobre as principais famílias daquela urbe.
Zacarias Cananéia: Uma Linhagem
Acariense
1 fonte
O
texto apresenta excertos
de uma publicação que se concentra na linhagem de Zacarias Araújo Cananéia,
fornecendo detalhes
biográficos abrangentes sobre sua vida. A informação sobre
Zacarias Araújo Cananéia (1888-1972) foi parcialmente compartilhada por um
amigo chamado Albérico Andrade, que também estava realizando uma pesquisa sobre
famílias locais para uma futura publicação. A biografia detalha seus pais,
Thomaz de Araújo Cananéia e Joana Maria do Amor Divino, seu local de nascimento e ambos os casamentos,
primeiro com Antônia Maria de Araújo e depois com Joana Verônica do Amor
Divino, além de listar
os filhos de cada união. O trecho também inclui uma breve nota pessoal do autor da postagem justificando
a ausência de atualizações devido a questões técnicas e a um evento de
cavalgada.
O
NotebookLM pode gerar respostas incorretas. Por isso, cheque o conteúdo.
MANOEL PEREIRA DE ARAÚJO SANTA ROSA nasceu em Currais Novos no dia 1° de julho de 1888, filho do casal Vivaldo Pereira de Araújo (avô de Cortez Pereira) e Maria Silveira Borges de Araújo." "Santa Rosa, inquieto e sensível, com o objetivo de estudar música, em 1908 ingressou na Polícia Militar da Bahia. Em 1919, voltou para Currais Novos e aqui ensinou solfejo musical, fundando uma banda de música [...]." Fonte: Livro Totoró, Berço de Currais Novos, de Joabel Rodrigues de Souza.
JOSÉ NUNES DE FIGUEIREDO (1888-1968) Nascido em 1888, no município de Caicó, José Nunes era filho de Odilon Fulgêncio de Figueiredo e Luíza Nunes da Costa. Seu pai, reconhecido como o primeiro professor da cidade paraibana de Várzea, foi homenageado por aquela localidade ao batizar com seu nome o principal colégio municipal. Odilon, por sua vez, era filho do Padre Gil Braz de Figueiredo e de Maria Brasiliana de Jesus, sendo, portanto, o patriarca de uma linhagem profundamente ligada à instrução e ao civismo. Testemunho dessa tradição pode ser encontrado em um casarão centenário situado à margem da estrada entre Várzea e Caicó, próximo ao Distrito Palma, outrora pertencente ao clã do Padre Gil Braz.
Conhecido popularmente como “Seu Zé Nunes”, destacou-se por sua atuação multifacetada na construção da história de Ouro Branco. No alvorecer do século XX, partiu juntamente com Zé Galdino — avô de José Galdino de Souza, comerciante local — para a região amazônica, atraídos pelo ciclo da borracha. O objetivo era enriquecer nos seringais da região, à época em plena efervescência econômica.
Ao regressar do Norte em 1919, José Nunes passou a atuar como almocreve. Adquiriu uma tropa de burros e passou a estabelecer rota comercial entre Ouro Branco e Campina Grande, negociando uma vasta gama de produtos. Nesse mesmo ano, contraiu matrimônio com Dona Ana de Medeiros Brito (1901–1984), na capela do Espírito Santo, atual matriz da cidade. O assentamento de casamento, registrado nos livros da Matriz de Jardim do Seridó, é documento valioso para os estudos genealógicos locais.
A primogênita do casal foi Maria de Lourdes Nunes Ramalho, conhecida em meio literário como Lourdinha Ramalho. Professora, escritora, pesquisadora e dramaturga de renome internacional, Lourdinha nasceu em 23 de agosto de 1920, sendo batizada na Capela de Ouro Branco no mês seguinte. Faleceu em 7 de setembro de 2019, aos 99 anos, deixando vasto legado intelectual.
José Nunes e Dona Ana foram pais de treze filhos: além de Lourdinha, tiveram Rosalva, Ivete, Ivanilde, José, Teresa, Maria Aparecida, Hindemburgo, Maria Lúcia, Maria Elizabeth, Maria Semíramis, Péricles e Jesus. Hindemburgo, após formar-se em Medicina, veio exercer a profissão em Ouro Branco na década de 1950.
O casal teve participação ativa no progresso do distrito. Dona Ana foi a principal articuladora da implantação da agência postal de Ouro Branco, inaugurada em 30 de agosto de 1924, tornando-se sua primeira funcionária. Chegou a exercer também a função de tabeliã nos anos 1930 e era conhecida por sua habilidade como poetisa.
José Nunes também contribuiu no campo cultural, tendo integrado uma banda de música que Honório Capiba tentou organizar no início da década de 1920. Apesar da iniciativa não ter prosperado, Capiba seguiu para São João do Sabugi, onde fundaria a bem-sucedida banda local em 1926.
Em 1930, José Nunes viabilizou a construção do primeiro mercado público de Ouro Branco, no local hoje ocupado pela Praça Aluísio Alves. A obra, autorizada pelo Ato nº 04 de 2 de março de 1930 da Prefeitura de Jardim do Seridó, contou com o financiamento pessoal de José Nunes, que arcou com o custo de quatro contos de réis, ressarcido posteriormente em três parcelas.
Dois anos depois, adquiriu, em sociedade com Chico Zuza, o primeiro caminhão de Ouro Branco, marcando o fim da era da tropa de burros. Foi também o fundador da primeira padaria local, instalada no mesmo ponto onde atualmente funciona o bar de Zé Baiano. A padaria foi acompanhada por uma loja de tecidos e miudezas, tendo como gerente Luiz Cirilo, pai do Padre Francisco Carlos. A máquina registradora e outros objetos do comércio ainda se encontram preservados em acervo particular.
José Nunes ainda foi proprietário do imóvel que posteriormente pertenceria ao ex-prefeito Manoel Nogueira e sua esposa Cristina. Originalmente vendida a Manoel de Brito, sobrinho de Dona Ana, a casa foi posteriormente transferida a Nogueira. No campo político, o casal Nunes-Brito exerceu notável influência em Ouro Branco e em Jardim do Seridó, de onde provinha a família de Dona Ana. José Nunes foi vereador em Jardim do Seridó, representando os interesses do então distrito de Ouro Branco nas legislaturas de 1931–1933 e 1933–1935.
Durante os conturbados anos 1930, marcados por perseguições políticas e instabilidade administrativa, a família transferiu-se para Santa Luzia em 1935. Ainda assim, José Nunes jamais abandonou o ideal da emancipação política de sua terra adotiva. Conforme reconhecido em discurso proferido por Luís Basilisso em 1º de janeiro de 1954, data da instalação do município, José Nunes foi um dos pioneiros na propagação dessa causa. Ele e Dona Ana estiveram presentes à solenidade, assinando, com orgulho, o livro de ata.
Em 2019, a Escola Municipal José Nunes de Figueiredo (EMJONF) celebrou quatro décadas de relevantes serviços prestados à educação do município de Ouro Branco. Fundada em 1979, durante a primeira gestão do então prefeito Dr. Araújo, a escola recebeu como patronônimo o nome de uma das figuras mais emblemáticas da história local: José Nunes de Figueiredo. Quarenta anos após a fundação da escola que leva seu nome, a memória de José Nunes de Figueiredo permanece viva como exemplo de dedicação, civismo e compromisso com o futuro de Ouro Branco.
No Distrito Palma, Rio Grande do Norte, especificamente na Casa do Padre Gil, encontra-se um patrimônio de grande importância cultural e histórica, que vem sendo objeto de estudo por Kássio Medeiros de Araújo em trabalho apresentado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Essa pesquisa ressalta a urgência da preservação e do tombamento dessa edificação, hoje em ruínas, como forma de salvaguardar a memória e a identidade social da comunidade local. A partir de uma abordagem que conjuga pesquisa bibliográfica e de campo, o autor discute os conceitos de patrimônio histórico e arquitetônico, sua fundamentação legal e os critérios para tombamento, além de traçar um histórico detalhado da casa e do distrito. Ressalta-se, assim, a relevância da restauração da Casa do Padre Gil para resgatar e valorizar a história e a cultura da região.
Em 10 de junho de 2015, a comunidade da Palma comemorou os 179 anos de sua fundação, cujo marco inicial remonta à instalação da fazenda em meados de 1836. Desde então, o local passou por distintas fases administrativas, iniciando como fazenda, posteriormente transformando-se em vila, povoado, até alcançar oficialmente o status de Distrito em 2009, por meio de sessão extraordinária da Câmara de Vereadores do município de Caicó, realizada em praça pública na própria Palma. Essa data, 10 de junho, simboliza desde então a elevação política da localidade, convertendo-se no aniversário oficial da comunidade.
A história da Palma teve como primeiros habitantes João Bento Figueiredo e sua esposa Ana Dias Araújo, que se estabeleceram ali em junho de 1836. O nome “Palma” deriva do rio que banhava a antiga fazenda, formado por cinco riachos cuja configuração assemelhava-se à palma da mão, dando origem à denominação local. Atualmente, o distrito dispõe de uma subprefeitura, da Escola Estadual Manoel Patrício de Figueiredo, que oferece ensino fundamental até o nono ano, uma quadra de esportes, a Praça Basílio Ginani, o Posto de Saúde Pirajá Saraiva Bezerra, além da Capela de Santo Antônio, padroeiro do distrito.
No âmbito religioso, a Palma conta ainda com duas igrejas evangélicas, Assembleia de Deus e Missão Evangélica. O convívio social da comunidade é fortalecido pelo Clube Social e Cultural da Palma, espaço que acolhe as principais festas e eventos locais. Dentre as celebrações, destaca-se a festa de Santo Antônio, realizada anualmente nos dois primeiros finais de semana de junho, que constitui a maior festividade do distrito.
Entre as datas marcantes da história local, merece destaque 29 de maio de 1903, quando foi inaugurada a Capela de Santo Antônio, solenidade celebrada pelo padre Emídio Cardoso de Souza, vigário da antiga Matriz de Santana, com ampla participação da população. Outra figura ilustre oriunda da Palma é Francisco Severiano de Figueiredo, nascido em 9 de novembro de 1872. Após sua formação nos seminários de Olinda e Paraíba, foi ordenado sacerdote em 6 de novembro de 1898. Exerceu relevantes cargos religiosos, como vigário de Acari, professor no Seminário Episcopal da Paraíba e vigário interino da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, sucedendo ao padre João Maria. Monsenhor Severiano destacou-se como educador, jornalista e historiador sacro, sendo responsável pelo resgate da história eclesiástica da Paraíba e parte do Rio Grande do Norte. Reconhecido por sua oratória e domínio do latim, faleceu em 23 de março de 1939, no Hospital Santa Isabel, em Salvador, Bahia.
No que concerne ao patrimônio arquitetônico, a Casa do Padre Gil é apontada como um ícone para a comunidade da Palma, representando não apenas um bem material, mas um elemento fundamental da cultura, do pensamento e dos sentimentos locais, fruto da ação humana e sua produção histórica. Construída aproximadamente em 1850, embora já existisse ali uma casa datada de 1836 erguida por João Bento, conforme inscrição em uma telha, a Casa do Padre Gil servia como ponto de encontro para padres, bispos e autoridades políticas, além de ser local de missas, reuniões e pouso para visitantes ilustres da região.
Arquitetonicamente, a casa apresentava planta retangular, desenvolvida em um único pavimento, com cobertura em duas águas composta por estrutura de madeira e telhas cerâmicas do tipo canal, típicas das casas tradicionais do Seridó. Sua fachada principal, com 9,30 metros de largura, possuía uma porta de acesso e uma janela em vãos de arcos abatidos, além de uma calçada elevada construída em pedra. Internamente, contava com duas salas — uma de visitas e outra para refeições —, três quartos (sendo um deles uma alcova sem janelas externas), cozinha, despensa e banheiro. O piso original de tijoleira foi posteriormente revestido de cimento, e as paredes foram construídas em alvenaria, com tijolos pesados que superavam dez quilos cada um. Ainda preserva alguns móveis e objetos antigos, como um caritó (armário de parede), máquina de costura, baú revestido de couro, óculos com armação de couro, lamparina a azeite, bacia e jogo de chá em porcelana chinesa, além de uma licoreira em formato de boi, elementos que enriquecem seu valor histórico.
O estudo enfatiza o tombamento como principal instrumento legal para proteção do patrimônio cultural. O tombamento pode ocorrer em níveis federal, estadual ou municipal, sendo o Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, o primeiro marco legal de proteção do patrimônio cultural brasileiro e das Américas. Segundo o artigo 17 desse decreto, bens tombados não podem ser destruídos, demolidos, mutilados ou mesmo restaurados sem autorização prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sob pena de multa. O tombamento pode ser voluntário, compulsório ou de ofício, e o tombamento provisório assegura a proteção do bem durante o processo. A proteção imediata da Casa do Padre Gil garantiria sua restauração e conservação, preservando um patrimônio de valor inestimável para o Distrito Palma.
Contudo, a pesquisa evidencia que o abandono da casa decorre, em grande medida, da falta de envolvimento da população local e das autoridades na preservação desse patrimônio. A educação patrimonial é apontada como essencial para conscientizar a sociedade sobre a importância de cuidar e valorizar seus bens culturais. O abandono, segundo o autor, é uma das principais causas da degradação dos monumentos históricos, decorrente de uma visão moderna que tende a desprezar construções antigas, substituindo-as por edificações mais recentes.
O autor, movido pelo compromisso com a história de sua comunidade, expressa um forte senso de responsabilidade em relação à Casa do Padre Gil, afirmando que não poderia permitir que um dos mais importantes marcos locais desaparecesse. A hipótese central do trabalho sustenta que o tombamento contribuirá para a conservação e reconhecimento histórico da casa, além de abrir possibilidades para o desenvolvimento de um turismo cultural que valorize o patrimônio local.
A metodologia adotada baseou-se em pesquisa qualitativa, envolvendo consultas bibliográficas a autores relevantes, levantamento documental e fotográfico, bem como visitas de campo à Casa do Padre Gil. Conversas informais com moradores permitiram resgatar informações da memória coletiva, complementando a análise histórica e cultural do patrimônio. O estudo conclui que a preservação da Casa do Padre Gil é vital para evitar o desaparecimento de registros históricos essenciais e que o tombamento constitui o instrumento legal mais eficaz para assegurar sua proteção, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento cultural e turístico do Distrito Palma.
Em 10 de junho de 2015, a comunidade da Palma celebrou os 179 anos de sua fundação, marco que remonta à sua origem como fazenda em meados de 1836. Desde então, a localidade evoluiu, passando por diversas fases — de fazenda a vila, posteriormente povoado, até ser oficialmente elevada à categoria de Distrito em 2009. Esse reconhecimento ocorreu por meio de uma sessão extraordinária da Câmara de Vereadores do município de Caicó, realizada em praça pública na própria Palma. Assim, a data de 10 de junho passou a simbolizar o dia da elevação ao título de Distrito e, consequentemente, o aniversário oficial da comunidade, celebrado anualmente nessa data.
A história da Palma teve início quando João Bento Figueiredo e sua esposa Ana Dias Araújo instalaram-se na região em junho de 1836. O nome da localidade deriva do rio que banhava a fazenda do casal, formado por cinco riachos que se assemelhavam à palma de uma mão, inspirando a denominação “Palma”. Atualmente, o distrito conta com uma subprefeitura e uma escola estadual, a Escola Estadual Manoel Patrício de Figueiredo, que oferece ensino fundamental até o nono ano. A comunidade dispõe ainda de uma quadra de esportes, da Praça Basílio Ginani, de um posto de saúde denominado Pirajá Saraiva Bezerra, além de uma capela católica dedicada a Santo Antônio, padroeiro do local.
No campo religioso, além da Capela de Santo Antônio, a Palma abriga duas igrejas evangélicas: a Assembleia de Deus e a Missão Evangélica. O convívio social é fortalecido pelo Clube Social e Cultural da Palma, onde se realizam as principais festas e eventos da comunidade. Destaca-se entre as festividades locais a festa de Santo Antônio, realizada anualmente em junho, fixada para os dois primeiros finais de semana do mês, constituindo a maior celebração do distrito.
Entre as datas históricas mais importantes, destaca-se 29 de maio de 1903, quando foi inaugurada a Capela de Santo Antônio na Palma. A solenidade contou com missa celebrada pelo padre Emídio Cardoso de Souza, vigário da antiga Matriz de Santana, e reuniu grande número de fiéis e moradores da região. Outra personalidade ilustre oriunda da Palma é Francisco Severiano de Figueiredo, nascido em 9 de novembro de 1872. Após formação nos seminários de Olinda e da Paraíba, foi ordenado sacerdote em 6 de novembro de 1898. Exerceu cargos como vigário de Acari, professor no Seminário Episcopal da Paraíba e vigário interino da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, sucedendo ao falecido padre João Maria. Monsenhor Severiano destacou-se como educador, jornalista e historiador sacro, responsável pelo resgate da história eclesiástica da Paraíba e parte do Rio Grande do Norte. Reconhecido por sua oratória e erudição em latim, faleceu em 23 de março de 1939, no Hospital Santa Isabel, em Salvador, Bahia.
Finalmente, cabe registrar que em 10 de junho de 2009 a Palma foi oficialmente elevada à categoria de Distrito, durante sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Caicó realizada na Praça Basílio Ginani, consolidando seu status político-administrativo e reafirmando sua importância histórica e social para a região.
TOMAZ PEREIRA DE ARAÚJO (1888 - 1954)
Tomaz Pereira de Araújo (1888–1954), filho de Benvenuto Pereira de Araújo e Ana Izabel Medeiros Galvão, foi uma personalidade de destaque no meio agropecuário do Rio Grande do Norte, especialmente nas regiões do Seridó e Central. Seu matrimônio inicial deu-se com Clotilde Santina Galvão, filha do Major Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão, união da qual nasceram dez filhos: Ana Zebina, Sérvulo, Tomaz Edson, Laura, Francisco, Clóvis, Clidenor, Manoel Wilson, Maria Zilma e Clotilde. Após o falecimento de Clotilde, Tomaz casou-se em segundas núpcias com Alice Galvão, irmã da primeira esposa, com quem teve mais três filhos: Francisco Edson, Lizete e Ivete. Pelo lado materno, era neto de Laurentino Bezerra de Medeiros Galvão e Teresa Ursulina de Jesus, fortalecendo sua ligação com famílias tradicionais da região.
Vivendo em um período no qual a moralidade era tão valorizada quanto o poder econômico, Tomaz Pereira de Araújo consolidou sua influência como agropecuarista, sobretudo na cidade de Cerro Corá. Seu nome foi eternizado ao ser atribuído à principal praça da cidade e a uma escola municipal, símbolos evidentes de seu legado na comunidade. Na cidade de Lajes, sua reputação como homem de pulso firme, abastado e íntegro ganhou grande reconhecimento, sobretudo em virtude de sua proximidade com a Fazenda Cacimba de Cima — hoje situada no município de Fernando Pedroza — onde empregou diversos trabalhadores locais, entre eles os saudosos Doutor do Cabugi e Nicolau.
Uma fotografia pertencente ao acervo de Sandro de Becil, atual proprietário da Fazenda Cacimba de Cima, registra Tomaz Pereira segurando um rifle, acompanhado de seu sobrinho, armado com um revólver e uma peixeira, tendo ao seu lado a esposa. A imagem, provavelmente capturada no final dos anos 1940 ou início da década de 1950, ilustra como o porte de armas de fogo naquela época simbolizava não apenas uma forma de proteção, mas também uma clara demonstração de prestígio e autoridade social.
Dessa forma, Tomaz Pereira de Araújo permanece como uma figura emblemática do sertão potiguar, cuja trajetória pessoal e profissional refletiu os valores, as complexidades e as hierarquias de seu tempo, deixando marcas indeléveis na memória coletiva e na história do Rio Grande do Norte.




Comentários
Postar um comentário