JOAQUIM JOSÉ DE MEDEIROS (1868 - 1952)Nasceu No Dia 26 de Janeiro de 1868_Faleceu No Dia 17 de Setembro de 1952, Aos 84 Anos de Idade.
O Fundador de Cruzeta. Joaquim foi quem deu o nome a Cruzeta devido a junção dos três rios que cortavam sua propriedade: Quimporó, Rio do Meio e Salgado que formam o rio Seridó. Desembocam na bacia do açude de Cruzeta. Tanto o açude quanto a cidade de Cruzeta foram demarcados pelo "Sábio Empírico" que também recebeu esse título que lhe foi outorgado pelo cientista selecionador de algodão mocó: Arno Pearce, por ser muito prestativo. Alguns se destacam na magistratura como desembargador, Juiz de Direito Civil e Promotor Público. Outros ocupam cargos comissionados relevantes, são funcionários, comerciantes e industriais. Alguns possuíam caldeiras de descaroçar e prensar algodão. Eliana Amorim Pereira de Araújo, bisneta de Joaquim e Suzana foi o 1º. Desembargador feminino do Brasil. O verdadeiro civismo alicerça um bom caráter no cidadão com base na moral, tendo como fonte DEUS! O cidadão civilizado ama sua família e honra sua pátria. Age com eficácia numa ação intensa e permanente. A família Pereira pode ser assim considerada. Há poucos anos atrás Tácio Jerissati foi entrevistado na televisão: _ um nobre cidadão de sobrenome Pereira descobriu o Brasil antes de Pedro Álvares Cabral, mas ficou despercebido porque não registrou essa descoberta. Josefa Bezerra Borges, filha de Joaquim e Cipriana contava muito que dois nobres portugueses que eram irmãos vieram para terras de Cruzeta no século XVI. Casaram com duas irmãs indígenas. Um fixou residência em Cruzeta e o outro na Paraíba. O DVD que narra a origem de Cruzeta conta essa mesma história. A obra literária: Velhas Famílias do Seridó de Olavo Medeiros filho narra a origem de todo entrelaçamento dessas famílias.
Bibliografia: O Mistério Divino em sua Humanidade, desta autoria. Trabalho escolar do tetra neto de Félix e Maria Suzana: Renato Régis Pinheiro Medeiros de Araújo e outros colegas.
ELEENETI PINHEIRO MEDEIROS DE ARAÚJO
JOEL ABDIAS PEREIRA DE ARAÚJO (1868-) Filho do Cel. João Damasceno Pereira de Araújo (1827-1908) e de Thereza Alexandrina de Jesus (1829-). Esposo de Rachel Elvira de Araújo (1863-). Genitor de José Abdias de Araújo (1890-); Francisca Elvira de Araújo (1891-); Manoel Abdias de Araújo (1899-1980); Josias Abdias de Araújo (1903-1978); Theresa Elvira de Araújo (1908-).
Neto de Antonio Pereira de Araújo, e de Maria José de Medeiros. Bisneto de João Damasceno Pereira ( terceiro filho do primeiro Tomaz de Araújo Pereira) e Maria José de Medeiros que filha de Tomaz de Araújo Pereira, o terceiro, para não confurdimos.
Lembrando que o seu pai casou-se aos quinze anos de idade, tendo sua esposa na época, apenas treze anos. O casamento foi realizado por sugestão do avô de ambos, o velho Tomaz de Araújo Pereira, o terceiro no nome que foi Presidente da Província do Rio Grande, que já se achando cego, entendeu que deveria casar a neta Tereza, sob sua custódia e guarda.
O pai de João Abdias morou inicialmente na fazenda Bulhões, no Acari, localizado na bacia do Gargalheiras. Dirigiu a política acariense até 1868, quando a transferiu para o seu sobrinho e afilhado, Coronel Silvino Bezerra de Araújo Galvão, que a exerceu durante toda a sua vida. Segundo Juvenal Lamartine, o coronel Damasceno foi um belo tipo de sertanejo: - alto, forte e notável cavaleiro, era muito respeitado, em todo o Seridó, por suas qualidades de caráter e por sua energia. Criava cerca de duas mil reses nas suas fazendas e era importante chefe político da terra com muita influência nas adjacências. – Pela temporada do inverno, para amansar novilhas e seus bezerros, recolhia no curral, aproximadamente, 120 vacas paridas.
Do grande prestígio que gozava, e o respeito que soube manter junto ao povo durante sua longa vida, o consagrou como um dos legítimos patriarcas seridoenses. A circunstância de ser neto de Tomaz de Araújo Pereira, acima mencionador, bem como irmão do Padre Tomaz Pereira de Araújo, deputado provincial, e vigário de Acari, durante mais de sessenta anos, alcançado larga influência e respeito.
O historiador Anderson Tavares traz a tona trechos de textos engavetados a qual alude que em 1901, acompanhando numa excursão Dr. Pedro Velho a Caicó; ao se aproximarem daquela cidade, surgiu em frente a uma encruzilhada da estrada, o coronel Damasceno, acompanhado de um pagem e disse: “Fui cangaceiro e ainda sei botar tocaia”!...- Eram os comprimentos de um amigo... De volta de outros pontos percorridos, estiveram no Saco do Martins, em casa do coronel Damasceno, onde passaram o dia e foram fidalgamente tratados. Tinha mais de setenta anos quando por esta ocasião. Duas ruas no centro de Jucurutu levam seu nome.
Consulta: Pesquisas de Anderson Tavares de Lyra
THEODORA MARIA BEZERRA DE ARAÚJO GALVÃO (1868 - 1956)
Maria Pires de Albuquerque, nascida em 1868, foi casada com Manoel Antonino de Araújo (1864-1897), sendo, portanto, cunhada de Maria Theophilla de Araújo Britto (1870-1938). Maria era filha do casal Belino Pires de Albuquerque Galvão (1837-1871) e Maria Benta de Albuquerque (1848-1926), cujas linhagens se unem em uma ancestralidade comum, visto que ambos eram bisnetos do Capitão-Mor Manoel de Medeiros Rocha (1755-1837).A genealogia familiar se complexifica ao observar que, através de sua mãe, Maria Benta Pires, Maria Pires era sobrinha do Major Pires do Acary. Este, por sua vez, foi casado com Nathalia Augusta de Araújo (1869-1930), que era irmã de Manoel Antonino, esposo de Maria Pires, e também de Maria Theophilla, bisavó do autor.
Este rico emaranhado de parentes se estende ainda por meio de Magdalena, que foi mãe de importantes figuras da árvore genealógica, como Thereza Justina de Medeiros (1841-1907), pentavó do autor, e dos trisavós Antônio Honorato de Araújo (1838-1912) e Manoel Odorico de Araújo (1834-1909). Magdalena também foi mãe de Maria Leocádia de Medeiros (1833-1869), tetravó do autor, que gerou Pedro Vitalino de Araújo (Pedro Thomaz, 1860-1930), avô da avó Julia (1923-2009).
Todos esses nomes e suas histórias foram guardados na memória e nas anotações do médico, transmitidos com carinho por sua avó Julia. Do tempo ao lado dela, restam as saudades das longas conversas de toda tarde, acompanhadas do reconfortante aroma do café coado na hora.
JOEL ABDIAS PEREIRA DE ARAÚJO (1868/Nascido em 3 de agosto de 1868, na Fazenda Saco dos Martins, em Caicó, Joel Abdias Pereira de Araújo, conhecido por sua alcunha Joel Damasceno, era filho de João Abdias Pereira de Araújo e Tereza Alexandrina de Jesus. Agronegocista e político de notável atuação, Joel Abdias foi o primeiro chefe do executivo de Caicó a ostentar o título de prefeito, sucedendo a figura do Intendente Municipal. Sua vida pessoal foi marcada por dois matrimônios. Viúvo de sua primeira esposa, Raquel, desposou, em segundas núpcias, a senhora Maria de Carvalho.
Sua gestão municipal, que se estendeu de 1923 a 1926, foi um período de significativas transformações para o município. Durante seu mandato, Caicó testemunhou grandes realizações, como a fundação do Educandário Santa Terezinha, a instalação da energia elétrica e a construção do primeiro hospital do Seridó. O período também foi notável pela visita do então presidente da república, Washington Luís, e pelas inaugurações da Praça José Augusto e do Grupo Escolar Senador Brito Guerra, marcos importantes na infraestrutura e educação da cidade.


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