No cenário da aristocracia rural do Seridó, destaca-se a figura de Maria Rosalina Bezerra de Araújo Galvão, cuja existência compreendeu o período entre 1851 e 1921. Filha de Isabel Cândida Bezerra de Araújo Galvão e do Capitão Cipriano Bezerra de Araújo Galvão, Maria Rosalina carregava em suas veias uma herança histórica e política de grande envergadura, sendo descendente direta de Tomás de Araújo Pereira, o primeiro governante da Província. Pela linha paterna, era neta de Cipriano Lopes Galvão Júnior e de Teresa Maria José; pela materna, descendia de Antônio Pereira de Araújo e de Maria José de Medeiros.
A biografia de seu pai, Cipriano, confere ainda mais peso à sua linhagem: falecido na cidade de Acari em 19 de junho de 1899, ao completar noventa anos, ele foi um patriarca longevo que, em sua juventude, integrou a brava legião seridoense na marcha contra o caudilho Pinto Madeira, em 1832. Maria Rosalina era, ainda, irmã do Coronel Silvino Bezerra de Araújo Galvão, que viria a exercer o alto cargo de Vice-Governador do Rio Grande do Norte. Ao unir-se em matrimônio com o Dr. Manoel José Fernandes, ela adotou o sobrenome Araújo Fernandes, consolidando uma nova ramificação familiar. Deste consórcio nasceram descendentes que perpetuaram o nome, dentre os quais se destacam Antônio Bezerra Fernandes e Maria Emérita Bezerra Fernandes — esta última, que, após o casamento, passaria a assinar Maria Emérita Pires de Albuquerque Galvão.
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