O coronel Clementino Monteiro de Faria nasceu na Fazenda Aroeiras, propriedade de seu avô em Serra Negra, no dia 19 de novembro de 1842. Era filho de José Clementino de Faria, conhecido como Zezinho da Carnaúbas, e de D. Tereza Gomes de Faria. Recebeu educação básica nas áreas de História, Geografia, Francês e Latim no colégio do padre Rolim, em Cajazeiras (Paraíba), onde desenvolveu o hábito da leitura.
Casou-se com Paulina Umbelina dos Passos Monteiro, com quem teve nove filhos — cinco homens e quatro mulheres — e cuja descendência se expandiu por várias gerações. Três membros dessa família governaram o Rio Grande do Norte em diferentes períodos: o filho Juvenal Lamartine de Faria, governador entre 1928 e 1930; a bisneta Wilma Maria de Faria, que foi prefeita de Natal em dois mandatos e governadora do estado entre 2003 e 2010; e o trineto Robinson Faria, que governou o estado entre 2015 e 2018. Além disso, o neto Oswaldo Lamartine de Faria contribuiu com importante obra intelectual sobre a cultura sertanejo-seridoense.
Embora fosse um fazendeiro de porte modesto, Clementino Monteiro de Faria teve papel político relevante em Serra Negra, onde foi líder respeitado por aliados e opositores. Sua atuação baseou-se na honestidade e no respeito ao próximo. Ocupou cargos públicos como juiz municipal, presidente da Intendência (prefeito) e deputado estadual, exercendo suas funções com ética e justiça.
Faleceu em 19 de setembro de 1922, data do centenário da independência do Brasil, deixando legado reconhecido pelas gerações seguintes. Durante algum tempo, sua figura foi esquecida, mas o historiador Pery Lamartine encomendou ao artista plástico Ery Medeiros um busto em sua homenagem. Após o falecimento de Pery, o busto ficou esquecido até ser resgatado por seu trineto Octávio Lamartine, que devolveu a obra ao devido reconhecimento público, restabelecendo a memória do coronel Clementino Monteiro de Faria na história do Seridó.
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