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1825

  Joaquim Pereira de Araújo, nascido em 15 de abril de 1825, figura que a posteridade consagrou com o título e a alcunha de Coronel Quincoló — ou Quicoló, segundo a tradição familiar preservada por seu descendente Felipe Bumba —, firmou sua base de poder e prestígio nas terras do Acari, projetando-se como uma das lideranças mais expressivas do Seridó oitocentista. Homem de brio, reconhecida autoridade moral e temperamento envolvente, aliava a firmeza do comando à natural afabilidade no trato social, qualidades que lhe granjearam amplo respeito entre seus pares e subordinados.

No exercício da vida pública, destacou-se como comandante superior em Caicó, função a partir da qual estendeu sua influência para além das lides militares, ingressando na política institucional como deputado à Assembleia Provincial do Rio Grande do Norte. Nessa condição, participou ativamente dos debates e decisões que moldaram os rumos administrativos e políticos da província, consolidando-se como figura central da ordem conservadora sertaneja, auctoritate et exemplo.

Em sua primeira aliança matrimonial, Joaquim Pereira de Araújo uniu-se a Guilhermina Hermelinda de Souza Nóbrega, donzela de distinta linhagem, filha de José Alves da Nóbrega e de Leocádia Ferreira de Souza. A união perdurou por longos anos, até o falecimento de Guilhermina, ocorrido em 21 de janeiro de 1889, evento que marcou profundamente a vida do coronel. Enviuvando, contraiu novas núpcias com Teodora Bezerra de Jesus, então viúva de Antônio Pereira de Araújo, irmão do Padre Tomaz de Araújo Pereira, fortalecendo, ex consanguinitate et affinitate, os laços entre famílias de notável projeção regional.

Por meio desses enlaces matrimoniais, o Coronel Quincoló não apenas assegurou a continuidade de sua estirpe, mas também consolidou alianças estratégicas entre os principais clãs do Seridó, mantendo viva a tradição de poder, prestígio e influência política que caracterizou sua casa. Faleceu em 1889, no mesmo ano em que perdera sua primeira esposa, encerrando uma trajetória marcada pelo exercício da autoridade, pela participação ativa na vida pública e pela permanência de seu nome na memória histórica e genealógica da região.


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Micaêla Angélica do Nascimento foi casada com Joaquim Álvares dos Santos, filho legítimo de João Batista dos Santos,  da descendência de Domingos Alves dos Santos, e de Maria Maroelina da Conceição, conforme assento matrimonial lavrado aos dez dias do mês de janeiro do ano de mil oitocentos e vinte e cinco, pelas nove horas da manhã, na Fazenda do Mulungu, situada na Freguesia do Seridó, ocasião em que, obtida a sentença de dispensa de consanguinidade em terceiro grau atingente ao quarto e corridos os banhos sem impedimento, o Padre Manoel da Silva Ribeiro, com a devida licença, uniu em matrimônio e concedeu as bênçãos nupciais aos contraentes Joaquim Álvares dos Santos, natural da Freguesia do Seridó e então morador na Freguesia dos Patos, e Micaêla Angélica do Nascimento, natural e moradora na Freguesia do Seridó, declarando o registro que o nubente era filho legítimo de João Batista dos Santos e de Maria Maroelina da Conceição, e a nubente filha legítima de Antônio de Araújo Pereira e de Romana de Jesus Maria, tendo servido como testemunhas José Batista dos Santos e João Batista dos Santos, ambos casados e moradores da referida freguesia, formalizando-se assim o vínculo matrimonial segundo os preceitos religiosos e canônicos observados naquele período histórico.


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