CÂNDIDA OLINDINA BEZERRA DE ARAÚJO (1866/1948) nasceu em Caicó no dia 11 de março de 1866. Aos dezesseis anos, casou-se aí em 27 de abril 1882 com MANUEL AUGUSTO BEZERRA DE ARAÚJO, natural do município potiguar de Acari, nascido a 6 de fevereiro de 1861, filho de Sylvino Bezerra de Araújo Galvão e Maria Febrônia de Araújo; neto paterno de Cypriano Bezerra Galvão e Izabel Cândida de Jesus; neto materno de Cypriano Lopes Galvão e Anna Marcolina de Jesus. Deste casamento nasceram três filhos. Cândida ficou viúva em 5 de dezembro de 1907, quando seu esposo faleceu no Rio de Janeiro aos 46 anos. Filhos do Casal: Dr. José Augusto Bezerra de Medeiros 91884/1971); Paulina Bezerra; Dr. Silvino Bezerra Neto (1887/1969); Maria Augusta Bezerra de Araújo (1894/).
JOAQUIM SERVITTA PEREIRA DE BRITO, Filho do Padre Modesto Pereira de Brito e de Joaquina Gonçalves Cavalcante, o Coronel Joaquim Servita Pereira de Brito (1866–1920) firmou-se nos anais da história do Seridó como uma das mais proeminentes lideranças políticas e judiciárias de Acari no alvorecer do século XX. Proveniente de uma linhagem tradicional e numerosa, teve como irmãos Mônica Maria da Ressurreição, Maria Euzébia da Assunção, José Carlos, Maria Isaura, Alice, Pedro Paulo e Enrique Pereira de Brito, constituindo, ao lado de sua esposa, Thereza Augusta Bezerra de Araújo (1875–1952), um núcleo familiar de notável respeitabilidade. A sua influência na vida pública materializou-se no exercício da Intendência de Acari em dois mandatos distintos — de 1911 a 1913 e de 1917 a 1919 —, períodos nos quais contribuiu decisivamente para o progresso administrativo local.
Para além do executivo municipal, Joaquim Servita desempenhou papel crucial na esfera jurídica, atuando como juiz substituto seccional em uma época em que a vasta comarca de Acari estendia sua jurisdição aos distritos de Currais Novos, Flores e Santa Cruz. Nesta seara, trabalhou em consonância com seu primo, Félix de Araújo Pereira Filho, reforçando a aplicação da justiça e a consolidação das instituições republicanas no sertão.
Sua dedicação à ordem cívica ficou patente em episódios como o de 13 de abril de 1919, data em que, na qualidade de signatário oficial, subscreveu, juntamente com Celso Dantas Salles e Manoel Ubaldo da Silva Netto, o boletim da eleição presidencial. O documento, lavrado com rigor e em triplicata, atestou a unanimidade do pleito na seção única da comarca: dos 294 eleitores aptos, os 153 que compareceram às urnas depositaram seu voto no Dr. Epitácio da Silva Pessoa. A trajetória do Coronel Joaquim Servita, portanto, transcendeu a mera ocupação de cargos, revelando-se um exemplo de zelo pela gestão pública e pelo rito democrático em um período formativo da identidade potiguar.


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