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1873

 

      FRANCISCO BRAZ DE ALBUQUERQUE GALVÃO (1873 - 1938) Filho do Major Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão. Esposo de Izabel Bezerra de Galvão, filha do Cel. José Bezerra. Genitor de José Braz de Albuquerque Galvão.

 JOAQUIM APOLINAR FERNANDES DE MEDEIROS (1873/1936) nasceu em Caicó. Diferente dos demais irmãos registrado com o sobrenome de sua genitora. Engenheiro que migrou para o Rio de Janeiro, onde, dentre outras funções, foi administrador da Floresta da Tijuca. Contraiu núpciais aos 37 anos, em 31 de dezembro de 1910, com  ISOLINA PALADINI, de 18 anos de idade, natural da cidade de Petrópolis/RJ. Filha de Daniel Paladini e Amelia Josepha De Schepper; neta paterna de Innocenzo Paladini e Clorinda Iardella; neta materna de Pedro De Schepper  e Maria Catharina Christ. Deste casamento nasceram advieram dez (10) filhos. Joaquim Apolinar faleceu no Rio de Janeiro em 12 de novembro de 1936, e sua esposa onze anos depois.

 

 

Ao enlaçar seu destino ao de Esperidião Eloy de Medeiros, Maria Eudócia tornou-se matriarca de uma vasta e numerosa descendência, cuja trajetória foi marcada pela alternância entre a vitalidade e o luto, comum às grandes famílias da época. A união gerou dezessete filhos, iniciando-se com o primogênito Antônio Justino, nascido e falecido em 1894, seguido por Ademar Romero de Medeiros (1895-1967), Paulina Engrácia de Medeiros (1896-1978) e Floriano de Medeiros (1897-1967). O ano de 1899 trouxe o nascimento e a breve partida do pequeno Esperidião, sucedido pela chegada de Maria Eudócia de Medeiros (1901-1968), José Bernardo de Medeiros (1902-1952) e de Áurea, que em 1903 viveu apenas o breve sopro da infância.

A família continuou a crescer com os nascimentos de Elísio Eloy de Medeiros (1904-1973) e Florizel Eloy de Medeiros (1905-1990), embora a dor da perda tenha retornado com Tasso (1906-1907) e Stella Eudócia de Medeiros (1908-1909). A resiliência do casal, contudo, fez florescer os filhos mais novos: Djalma Eloy de Medeiros (1910-2008), Áurea Stela de Medeiros (1911-1994), Moacir de Medeiros (1912-1970), Elza de Medeiros (1914-1982) e o caçula Aldo Eloy de Medeiros (1915-1994). Cumprida sua longeva missão terrena e cercada pela memória de seus ancestrais e descendentes, Maria Eudócia Dantas encerrou seus dias em 20 de dezembro de 1958.


ANTÔNIO RAPHAEL DE VASCONCELLOS GALVÃO 1873 - 1960). Prefeito de Currais Novos em  1905-1906 / 1926-1930. 


 Cel. JOÃO ALFREDO DE ALBUQUERQUE GALVÃO  (1873/1937)João Alfredo de Albuquerque Galvão, carinhosamente conhecido como Joca Pires, nasceu do matrimônio entre Manoel Pires de Albuquerque Galvão e Rita Regina Maria da Câmara. Sua prole foi numerosa, com um total de doze irmãos, entre os quais se destacavam Tomaz de Albuquerque Galvão e Emídio Pires de Albuquerque. Sua vida conjugal iniciou-se em 1894, quando contraiu matrimônio com Maria Febrônia da Silveira. Essa união, todavia, não gerou descendentes. Após a precoce viuvez, casou-se novamente em 1896, desta vez com Cecília Celestina de Oliveira. Desta segunda união, nasceram cinco filhos que viriam a perpetuar seu legado: Francisco Godofredo Pires Galvão, Adauto Pires Galvão, Arão Pires Galvão, Cantídia Auda Pires e Lauro Pires Galvão.

Atuação Política e Legado Administrativo


 

A trajetória política de Joca Pires foi marcada por sua dupla passagem pela intendência de Currais Novos. Ele serviu como o quinto e, posteriormente, o décimo segundo intendente, demonstrando a confiança que a população lhe depositava. Seu primeiro mandato iniciou-se em 4 de abril de 1898 e foi notável por sua vigorosa atuação. Logo no primeiro ano, empreendeu uma série de ações que denotavam seu empenho em modernizar a cidade. Entre as iniciativas, destacam-se a limpeza do quartel da polícia e do cemitério local, e a ambiciosa construção do mercado público. 

Assumiu a presidência da Intendência em 04 abril de 1898. Deu dinamismo no primeiro ano da administração fazendo uma limpeza no quartel da polícia, no cemitério local. Também começou a construção do mercado público, tendo feito no primeiro semestre o aterro que custou aos cofres públicos a vultosa importância de 20$000 (vinte mil réis) e no segundo semestre terminou a construção onde investiu 310$820.   Abriu escolas públicas mantendo professores  contratados por 150$000 (cento e cinqüenta mil réis) por ano.  Alterou o interregno dos balanços da Intendência passando a ser semestral, para haver melhores condições para os funcionários que antes recebia anualmente. Na sua administração houve a festa da passagem do século, promovendo a iluminação da praça com seis (06) lampiões que custaram aos cofres públicos a importância de 19$000 (dezenove mil réis).  Houve grande seca no de 1898, desse modo teve que fornecer as sementes por conta da intendência, no valor de 300$000 (trezentos mil réis). Despendeu também as divisas do Município com a festa da passagem de século somando a vultosa quantia de 241$000 (duzentos e quarenta e um mil réis). No segundo período assumiu em 1º de janeiro de 1920 e não houve fato de grande importância que marcasse a sua administração.  No entanto, deve-se destacar a elevação de Currais Novos a cidade, que se deu por força da lei Estadual nº 486, de 29 de novembro de 1920. Marcou com uma festa cívica, contendo alvorada, girândolas de foguetões, banda de música, discursos, etc. Essa administração findou em 31 de dezembro de 1921. 

Seu segundo período como intendente, iniciado em 1º de janeiro de 1920, não foi marcado por grandes feitos administrativos. No entanto, é durante esta gestão que ocorre o fato histórico de maior relevância: a elevação de Currais Novos à categoria de cidade. Este marco se deu por força da Lei Estadual nº 486, de 29 de novembro de 1920, e foi celebrado com uma grande festa cívica, que contou com alvorada, girândolas de fogos, apresentações de banda de música e discursos. Sua segunda e última administração findou em 31 de dezembro de 1921.


A Linhagem de João Alfredo de Albuquerque Galvão Este documento apresenta uma genealogia detalhada da família Galvão, começando com João Alfredo de Albuquerque Galvão, nascido em 1873. Ele lista as gerações subsequentes, incluindo datas de nascimento, casamento e falecimento, bem como os locais de residência e eventos significativos. O texto organiza os descendentes em diferentes gerações, desde filhos até tetranetos, proporcionando um registro extenso das relações familiares e seus membros. São apresentadas informações sobre os cônjuges de cada indivíduo e os filhos resultantes dessas uniões, oferecendo um panorama abrangente da linhagem da família Galvão.

O documento genealógico que detalha a linhagem de João Alfredo de Albuquerque Galvão, também conhecido como Joca Pires, é um registro minucioso que traça sua família por seis gerações. Este levantamento, intitulado "Descendentes de João Alfredo de Albuquerque Galvão", oferece um panorama da expansão e da dispersão dessa proeminente família potiguar.

1ª Geração: A Ascensão da Linhagem

João Alfredo de Albuquerque Galvão (1873-1937), o patriarca, iniciou a linhagem com dois casamentos. Sua primeira esposa, Maria Febrônia da Silveira, faleceu prematuramente em 1894, sem deixar filhos. Foi de seu segundo casamento, com Cecília Celestina de Oliveira (1879-1970), que a família se expandiu. A longevidade notável de Cecília, que viveu até os 91 anos, contrasta com a de seu marido, que faleceu aos 64 anos. Juntos, tiveram cinco filhos que compõem a segunda geração da família: Lauro, Francisco Godofredo, Adauto, Aarão e Cantídia Auda.

2ª Geração: A Expansão e Diversificação

A segunda geração foi marcada pela formação de grandes famílias, garantindo a continuidade do sobrenome Galvão.

  • Lauro Pires Galvão (1897-1920) casou-se com Antônia de Vasconcelos Gomes e, apesar de seu falecimento precoce aos 22 anos, teve dois filhos.

  • Francisco Godofredo Pires Galvão (1898-1984) e sua esposa, Artemízia Augusta de Vasconcelos, tiveram uma prole de seis filhos.

  • Adauto Pires Galvão (1900-data desconhecida) casou-se com Dária Dalila Galvão, gerando três filhas.

  • Aarão Pires Galvão (1901-1939), que também faleceu jovem, teve dois filhos com Emília Galvão.

  • Cantídia Auda Pires Galvão (1902-1966), casada com José Braz de Albuquerque Galvão, foi a que mais contribuiu para a expansão da família, tendo uma notável prole de vinte filhos.

3ª Geração e Posteriores: A Dispersão Geográfica

As gerações subsequentes revelam a progressiva dispersão geográfica da família. Embora as raízes permaneçam profundamente ligadas a Currais Novos e Acari, membros da terceira geração e seus descendentes começaram a migrar para outros estados e até mesmo para o exterior. Registros indicam a presença da família em Curitiba (PR), Recife (PE), Brasília (DF), e Niterói (RJ), entre outros locais, demonstrando a diáspora da linhagem em busca de novas oportunidades e horizontes. A tradição de nomear filhos e netos em homenagem aos antepassados, utilizando "Filho", "Neto" ou "Junior", é um padrão recorrente, evidenciando a forte coesão e o senso de identidade familiar.

O documento oferece, portanto, um registro inestimável da formação e evolução de uma das famílias mais importantes da história local, traçando não apenas uma árvore genealógica, mas também a história de suas migrações e a perpetuação de suas tradições ao longo do tempo. 

 

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