Sua formação teve início na cidade natal e no Atheneu Norte-Rio-Grandense, onde começou a moldar seus ideais políticos. Em 1901, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, graduando-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1905, ano em que foi nomeado para o cargo de Procurador da República no Rio Grande do Norte. Professor do Atheneu em diversas disciplinas e, posteriormente, seu diretor, José Augusto mudou-se para o Rio de Janeiro em 1907, onde conheceu sua futura esposa, Alice Godoy, e se engajou em movimentos de alfabetização e renovação da educação.
Em 1911, iniciou a carreira na magistratura como Juiz de Direito da Comarca de Caicó, cargo que renunciou em 1913 para assumir a Chefia de Polícia Interina em Natal. Filiado ao Partido Republicano, sua trajetória política foi marcada por uma ascensão contínua, sendo eleito deputado estadual (1913) e, depois, deputado federal por sete legislaturas. Em 1924, alcançou o posto máximo do executivo potiguar, tornando-se governador do estado, sucedendo Antônio José de Melo e Sousa.
Durante sua gestão, de 1924 a 1927, José Augusto promoveu importantes reformas, especialmente na área da educação. Construiu e inaugurou escolas em diversos municípios e, em 1º de maio de 1925, criou a primeira universidade popular do Rio Grande do Norte. Um dos feitos mais notáveis de seu governo ocorreu em 27 de outubro de 1925, quando sancionou a Lei nº 660, que regulamentava o serviço eleitoral e, em seu artigo 77, estabelecia que "no Rio Grande do Norte poderão votar e ser votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem condições segundo a lei". Este ato, uma iniciativa do senador Juvenal Lamartine, concedeu às mulheres o direito do sufrágio político pela primeira vez no Brasil. Ao deixar o governo em 1928, foi eleito senador da República em uma eleição histórica, na qual quinze das vinte eleitoras inscritas exerceram o direito de voto.
Sua carreira política enfrentou interrupções. Após a Revolução de 1930, seu mandato no Senado foi prejudicado, e o Golpe do Estado Novo em 1937, que fechou o Congresso Nacional, o fez sobreviver financeiramente como corretor de seguros. Na fase de redemocratização, fundou a UDN (1945) e foi eleito deputado federal constituinte. No entanto, uma última candidatura à reeleição, na década seguinte, resultou em derrota, levando-o a encerrar a vida pública de forma desiludida, renunciando inclusive à primeira suplência. Seu último ato político relevante foi em 1960, quando apoiou a campanha de Aluízio Alves para o governo do estado.
José Augusto faleceu no Rio de Janeiro em 18 de maio de 1971, aos 86 anos. Seu legado é honrado em seu estado natal, onde a sede do Poder Legislativo é denominada Palácio José Augusto e um órgão cultural leva o nome de Fundação José Augusto. Além de sua atuação pública, foi um intelectual de destaque, cultor da genealogia e autor de diversas obras. Publicou livros como A Representação Profissional nas Democracias (1933), Porque sou Parlamentarista (1936) e O Sal e Algodão na Economia Potiguar (1948). Em 1940, lançou Famílias Seridoenses, dedicado "à memória de meu querido e inesquecível pai, professor Manoel Augusto Bezerra de Araújo, nascido em 6 de Fevereiro de 1861 na fazenda Ingá, município de Acary, e fallecido no Rio de Janeiro em 5 de Dezembro de 1907." Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e dos institutos Histórico e Geográfico Brasileiro e do Rio Grande do Norte, José Augusto deixou uma marca indelével na política, na educação e na cultura potiguar.

HERMÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO (1884/1954) filho de José Sancho Pereira de Araújo, sendo neto de Félix Pereira de Araújo (Félix dos Garrotes). Maria Eusébia da Assunção Brito (filha do Padre Brito Guerra) era a genitora de Hermógenes Pereira de Araújo.
Dr. FÉLIX BEZERRA DE ARAÚJO GALVÃO (1884 - 1984) Irmão de Silvino Adonias Bezerra. Nasceu na Fazenda Pendanga, município de Acari/RN em 18/05/1884. Faleceu em Natal em 22/10/1984. Filho de Félix de Araújo Pereira (Félix da Pendanga), neto de Félix dos Garrotes. Diplomado pela Faculdade de Direito do Recife, antes de ingressar na magistratura, ingressou no Ministério Público: 1- Promotor da Comarca de Acari (1911), São José de Mipibu (1916). Em 20/03/1926, foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Macau, de 1ª entrância. Em 8 de setembro do mesmo ano, foi removido para Santa Cruz. Treze anos depois, em 15/09/1941, foi removido para a 2ª Vara da Comarca de Natal. Em 23/06/41 foi removido da 2ª para a 1ª Vara da mesma Comarca. Em 21/03/1944, foi promovido ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça. E, oito anos depois, foi eleito Presidente daquela Corte de Justiça, tendo tomado posse em 07/01/1952; foi sorteado membro do Conselho Disciplinar da Magistratura. Serviu ao Tribunal Regional Eleitoral - TRE como suplente, em 24/08/1950. Em 16/01/1952 aposentou-se. Faleceu em Natal a 22 de outubro de 1984, aos 100 anos de idade.

FRANCISCO QUININO DE MEDEIROS (1884/1964) Filho de José Quinino de Medeiros e Maria Delfina de Medeiros. Comerciante na povoação de São João do Sabugi, assim como Agricultor, Criador, Professor e Poeta, durante a primeira metade do século XX. É considerado o fundador do povoado de Ipueira em 1939 que se tornou município em 1963. O território que hoje corresponde ao município de Ipueira foi anteriormente habitado pelos pegas, nação aborígene que pertence aos cariris. O nome Ipueira significa lagoeiro, terreno alagado ou represa natural. O excelso historiador Nestor dos Santos Lima (1887-1959), filho do Tenente-coronel Galdino dos Santos Lima e Ana Souto Lima, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife membro dos IHG/RN (do qual foi presidente), Instituto do Ceará, IGH/AM, IHG/PA,IHG/MA, IHG/PI, IHG/AL, IHG/SE, IGH/BA, IHG/ES, IHG/SP, IHG/MG, IHG/PR, Soc. de Geogr. do RJ, Acad. de Letras do RN, além de publicar 'A Matriz de Natal', 1914 – 'Lições de Metodologia do Ensino Primário', 1911 – 'Metodologia do Ensino Primário e Normal', 1913 – 'O Culto da Pátria e a Missão dos Mestres', 1913 – 'O Quartel Militar de Natal', 1913 – 'Um Século de Ensino Primário', 1927 – 'Municípios do Rio Grande do Norte', e 2 vols. 1928/1937 – 'Celibato Pedagógico' (tese e defesa), “A República”, 1929 – 'Discursos Históricos' – 'Notas biográficas norte-riograndenses', publicou também, 'Canções Escolares", com música do maestro Luigi Maria Emílio, com quem fez também o “Hino do Centenário da Independência do Brasil” (1922), e poesias inúmeras (...) relatava que a fazenda Riacho Fundo, hoje a atual cidade de Ipueira, de João Manoel de Medeiros, situada no riacho dos bois, afluente do rio Sabugi e este do Seridó, pertencente, à época, ao município de Serra Negra do Norte, possuía, inclusive, engenho de rapadura, e lavouras diversas. Com a morte de seu proprietário, João Manoel de Medeiros, os bens repartidos entre os filhos. Entre esses, destacam-se Francisco Alencar de Medeiros e João Alencar de Medeiros, que se prontificaram a doar o terreno destinado à construção de um pequeno povoado e de uma igrejinha em reverência a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cumprindo então uma promessa do genitor deles. Assim, os benfeitores, não querendo se encarregarem dos trabalhos de fundação e direção do povoado, fizeram um convite ao senhor Francisco Quinino de Medeiros. A localização do povoado rompeu em 1939. A escritura do terreno doado, que media cem braças de frente e cento e cinquenta de fundo, foi lavrada pelo senhor José Carlos de Medeiros, que exercia o cargo de tabelião de São João do Sabugi. Fora demarcada a linha, representando o centro do povoado rumo ao sol nascente, bem como demarcadas as linhas laterais que formariam uma quadra em forma de xadrez. O delineamento teve como agrimensores os senhores Francisco Quinino de Medeiros (fundador) e José Horácio de Medeiros e Francisco de Assis Dantas. Já no dia 5 de agosto de 1939, foi inaugurado o povoado, assistido pelo senhor Descartes Mariz de Medeiros, prefeito municipal de Serra Negra do Norte e o padre Walfredo Dantas Gurgel. Oportunidade que encejou a celebração da primeira missa rezada no povoado, no local onde estava sendo erguida uma latada para uma antiga feira, contando com a presença de um público numeroso, vindo de localidades vizinhas. Em agosto de 1946, foi inaugurado o cemitério público, pelo prefeito Jaime Faria, contando com presença, novamente, do Monsenhor Walfredo Dantas Gurgel, empolgando os presentes com sua oratória. Em 1953, no entanto, quando Ipueira já era pertencente a São João do Sabugi (lembrando que este foi devidamente emancipado de Serra Negra do Norte apenas em 1948), ocorreu a inauguração o Mercado Público Municipal, cujos trabalhos de construção foram iniciados pelo prefeito Dr. Gorgônio Artur da Nóbrega e concluídos durante a administração do prefeito Antônio Quintino. Quase quatro anos depois, em 31 de dezembro de 1956, o prefeito Severino de Assis Dantas inaugurou a iluminação eletríca, estando presente o bispo Dom José Adelino Dantas, Elvira Lins, e grande presença de público da circunvizinhança. Nos idos de 1960 foi a vez da inauguração domatadouro público na gestão do prefeito Amaury Gurgel. Finalmente, em 31 1963, desmembra de São João do Sabugi o distrito de Ipueira (por força da lei estadual nº 3.016/1963), tornando-se então novo município do estado do potiguar.
Modesto Pereira de Araújo Galvão nasceu em 1884 e faleceu em 1955. Era filho de Joaquim Teotônio de Araújo Galvão (1842–1928) e de Natália Mônica Pereira da Nóbrega (1858–1924), sendo irmão de Guilhermina de Araújo Galvão (1876–1879), Joaquim de Araújo Galvão (1877–1879), Mônica Augusta Lopes de Araújo (1889–1972), Maria Eulália Galvão (1889–1936) e Gerôncio Pereira de Araújo (1892–1955). Casou-se com Francisca Herondina da Rocha (1877–1971), união da qual nasceram José Galvão (1906–1967), Maria Dalva Galvão (1913–1992), Maria Julita Galvão Ferreira da Silva (1913–1998), Ana Nanete Galvão (1914–2012), Raymundo Galvão (1916–1979) e Abel Galvão (1922–1975).
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